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Artigo adicionado em 18/07/2005, às 07:27

MANUAL PRÁTICO: O QUE FAZER QUANDO NÃO EXISTIR MAIS ESPAÇO NO INFERNO
Você sobreviveria a um ataque de mortos-vivos?

Por
Julio "R.Pichuebas" Almeida


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Lembro-me como se fosse ontem. Foi no dia 8 de setembro de 2004. A Genesis, uma cápsula lançada pela NASA cuja missão era extrair um pedaço do Sol, sofreu um defeito no seu pára-quedas e se espatifou no deserto de Utah com o material coletado. Nesse momento, eu fiz o que qualquer pessoa sã faria e avisei todos ao meu redor em alto e em bom tom: “Gente, danou-se. É agora que os mortos voltam à vida.” Nas duas semanas que se passaram após o acidente, eu e mais um grupo de desocupad– quero dizer, cidadãos responsáveis, ficamos atentos a tudo que se passava pelo mundo. Verificávamos os sites da Reuters, BBC e CNN e líamos de cabo a rabo os jornais do Estadão, Folha e, lógico, o Lance. Afinal, não queria cometer o primeiro e maior erro de todos: ignorar os meios de comunicação.

Naquela ocasião eu estava errado, mas aquele acidente de setembro de 2004 me abriu os olhos para uma coisa muito grave: quase ninguém sabia o que fazer caso os mortos se levantassem e resolvessem nos matar. Com a exceção de um ou dois, ninguém sabia o que esperar, muito menos como matá-los. Como conhecimento é tudo, resolvi passar adiante tudo que sei e escrever este documento sobre como sobreviver a um ataque de mortos-vivos. Eu estou certo que um dia vocês, visitantes d’A ARCA, me agradecerão por isso. Afinal, quando não existir mais espaço no inferno, os mortos andarão sobre a terra.

:: CONHEÇA O SEU INIMIGO

Antes de mais nada, você deve aprender uma coisa: você só descobrirá que eles voltaram quando for tarde demais. Não adianta ficar atento 24/7, já que as notícias sobre os primeiros casos provavelmente estarão passando no “Cidade Alerta”, coisa que ninguém vê com atenção, e só passarão no “Jornal Nacional” quando você estiver mudando de canal para assistir a algum jogo de futebol ou a alguma série da Sony. Quando acontecer, aconteceu e não haverá mais nada o que fazer além de cuidar da sua própria sobrevivência. Por isso, o primeiro passo é entender o que você estará enfrentando.

Mortos-vivos — nunca zumbis — são mortos que, por algum motivo que nunca será explicado, voltaram à vida. Isso pode parecer banal, mas quando encontrar aquele seu melhor amigo se arrastando por aí você precisará se lembrar que ele não é mais aquele seu velho companheiro de botecos. Ao reviverem, eles não sentem mais dor — nem se tiverem um membro removido — ou fome, e a velocidade de decomposição de seus corpos cai de forma significativa. De acordo com estudos do falecido e renomado Dr. Logan, existem indicações de que um morto-vivo pode “viver” durante anos antes da decomposição ameaçar sua mobilidade. Os orgãos internos se tornam inúteis, podendo ser até totalmente removidos sem ameaçar a “vida” de um desses seres.

Uma das informações que mais causam polêmica entre os conhecedores deste assunto é que, em raras exceções, um morto-vivo pode ainda se lembrar de algumas coisas da sua vida passada. Por exemplo: um morto-vivo que tivesse uma carreira militar quando vivo poderia ainda se lembrar de saudar um oficial superior e até mesmo sobre como utilizar uma arma de fogo. Isso nos leva a acreditar que eles talvez passem por algum processo evolutivo que os tornam cada vez mais inteligentes.

Uma última coisa: mortos-vivos são seres relativamentes lentos. Se você vir algum por aí correndo, provavelmente eles não são mortos-vivos e sim pessoas infectados por algum tipo de vírus. Este manual não cobre esse assunto.

:: SOBREVIVA

Como dito anteriormente, os mortos-vivos não têm fome. Por causa da forma como o seu cérebro se decompõe com o tempo, uma das poucas coisas que lhes resta é um instinto primitivo que os transforma em predadores e a nós em presas. Pode parecer muito fácil fugir de um ser lento como este, mas não esqueça a primeira coisa que você deveria ter aprendido: você só descobrirá que eles voltaram quando for tarde demais — Aproveitando, escreva isso num pedaço de papel e guarde na sua carteira.

Por só ter descoberto quando a vaca já tiver ido pro brejo e voltado, tenha em mente que você não será atacado por dois ou três mortos-vivos e sim por um batalhão de trinta a cinquenta seres. Então fique esperto: quando a notícia sair, pegue o seu amigo/irmão/pai/vó e nunca saia do lado dele ou dela. Juntos, vocês têm maiores chances de sobreviver à incrível vantagem numérica que os mortos-vivos terão sobre os vivos.

O único jeito de mantê-los afastados é através do fogo, uma das poucas coisas que os afugentam. Então, a primeira providência antes de se aventurar num mundo infestado de mortos-vivos é achar um maçarico ou improvisar uma tocha utilizando um pedaço de madeira com uma tira de pano enrolada na ponta embebida em gasolina. Balance o seu “escudo de fogo” de um lado para o outro e, se necessário, queime os malditos. Isso irá afugentá-los ou os deixar mais lentos.

O ideal é continuar sempre se movimentando. Dê preferência a um carro ou, se existir a possiblidade, um tanque ou um avião. Nunca tente se esconder em ambientes fechados como casas, shoppings ou bases subterrâneas do exército, já que eles conseguiriam invadir qualquer um destes lugares de uma forma tranquila mas completamente inesperada.

:: CONTRA-ATAQUE

Infelizmente, isso será inevitável. Uma hora você terá que enfrentá-los.

O único jeito de se eliminar um morto-vivo é destruindo o seu cérebro. Isso pode ser feito através de tiros na cabeça mas, como as balas sempre acabarão no pior momento possível, eles também podem ser eliminados se você bater com força em suas cabeças com algum objeto como um porrete ou pedaço de pau — ou com a tocha improvisada, o melhor dos dois mundos porque pode ser utilizado tanto defensiva como ofensivamente — já que aparentemente seus ossos ficam bem mais fracos assim que se inicia a decomposição de seus corpos.

Se você for mordido por um deles, esqueça. Você tem de 12 a 24 horas de vida como ser humano antes de morrer e voltar como um morto-vivo. Por isso, se algum dos seus companheiros for mordido alivie o seu sofrimento e dê um tiro na cabeça dele. Você terá que estar disposto a fazer isso. A sua sobrevivência dependerá disso.

Por mais que algumas pessoas adorarem pensar que isso fosse verdade, tenho que esclarecer mais duas coisas: tortas de creme não matam mortos-vivos e não adianta gritar “tomara que vocês engasguem” enquanto eles estiverem te comendo. Só pra constar.

::PASSE A INFORMAÇÃO PARA OS SEUS AMIGOS

Como já dito, conhecimento é tudo. Passe as informações aprendidas aqui neste artigo para os seus amigos, planeje rotas de fuga da cidade e vá assistir à Terra dos Mortos, a quarta parte da obra-prima do mestre George A. Romero. Lá podem existir conhecimentos essenciais para a sua sobrevivência.

E não se preocupem: Aqui n’A ARCA o responsável pela espingarda é o Zarko e eu pelo taco de baseball. Com nós dois e ainda o Fanboy dirigindo, este site vai sobreviver tranquilamente a um ataque de mortos-vivos. Até o fim do mundo, amigos e amigas. Espero encontrar todos vocês vivos.

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