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Artigo adicionado em 17/04/2006, às 04:56

MISSÃO: IMPOSSÍVEL – A SÉRIE ORIGINAL
Tom… quem?????

Por
Tutu Figurinhas


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“Como sempre, se algum de seus agentes for capturado ou morto, o Secretário vai negar qualquer conhecimento de suas ações. Esta fita se auto-destruirá em cinco segundos. Boa sorte, Jim”

Não importa quem seja o diretor. Se Brian De Palma (em 1996), se John Woo (em 2000) ou se o próprio J.J.Abrams agora, em 2006. Sinceramente, não faz diferença – já que nenhum deles vai conseguir fazer da cinessérie Missão: Impossível mais do que um meros filmes de ação com orçamento generoso e que servem para que Tom Cruise se ache cada vez mais machão no papel de herói. Cá entre nós, estas transposições cinematográficas não têm nem metade do charme da série original, uma das minhas diversões favoritas nas telinhas da década de 60.

Vencedora de 3 prêmios Globo de Ouro (1968 e 1971) e de 3 prêmios Emmy (1967, 1968 e 1969), “Missão: Impossível” foi ao ar pela primeira vez nos Estados Unidos em 1966, criada por Bruce Geller (famoso por ter desenvolvido a série de TV do “Flash Gordon”, de 1954). Cancelado em 1973, depois de sete temporadas – com média de 25 episódios cada uma – “Missão: Impossível” foi o último programa sobrevivente de uma verdadeira mania de seriados sobre espiões que tomaram as telinhas ianques de assalto na época – basta lembrar dos contemporrâneos O Agente da U.N.C.L.E. (The Man from U.N.C.L.E.), Danger Man (Idem), O Agente 86 (Get Smart) e até mesmo James West (The Wild Wild West), ambientada no Velho Oeste.

::: A HISTÓRIA

A trama de “Missão: Impossível” gira em torno de uma agência governamental super-secreta, a IMF (Impossible Missions Force) – um grupo de elite formado por agentes das mais variadas especialidades para se infiltrar em governos estrangeiros ou organizações criminosas que fossem identificadas como uma ameaça para a nação. As missões, sempre “impossíveis” de ser realizadas por agentes comuns, deveriam ser mantidas em absoluto sigilo. E os equipamentos utilizados eram o máximo de tecnologia da época.

Liderada inicialmente por Daniel Briggs (Steven Hill, o Schiff de “Lei & Ordem”), já na segunda temporada a IMF passou para as mãos do comandante James “Jim” Phelps (Peter Graves, o Coronel de “7th Heaven”), sem qualquer explicação para o pobre telespectador. Mas, enfim, valeu a pena: destaque da atração, era Phelps quem analisava a missão e escolhia, de acordo com as aptidões de cada um, aqueles que melhor serviriam para realizá-la. Apesar de algumas participações especiais, basicamente o time de agentes era formado pelo especialista em eletrônica Barney Collier (Greg Morris, visto pela última vez em “TekWar”), pelo ator e mestre dos disfarces Rollin Hand (ninguém menos do que Martin Landau), pela bela modelo Cinnamon Carter (a premiada Barbara Bain, esposa de Landau e sua parceira no fiasco “Espaço: 1999”) e pelo fortão Willy Armitage (o fisiculturista Peter Lupus).

Com o passar dos anos, o elenco passaria por algumas reformulações. Em 69, Landau sairia da série e seria substituído pelo personagem conhecido somente por Paris, cujo intérprete era um certo Leonard Nimoy – exatamente, o vulcano Sr.Spock de Star Trek, no mesmo ano em que começaria sua participação na cultuada série sci-fi! No mesmo ano, como era de se esperar, a cônjuge de Landau também saiu – e o papel de musa desempenhado por Cinnamon seria assumido, respectivamente, por Dana Lambert (Lesley Ann Warren, a Sophie Bremmer de “Desperate Housewives”), entre 1970 e 71, e Lisa Casey (a estrela da TV Lynda Day George), de 71 a 73.

::: DETALHES CLÁSSICOS

– No episódio piloto de “Missão: Impossível”, a gravação secreta que relatava a missão aos agentes da IMF apareceu em um disco de vinil, e não em uma fita de rolo, com tempo de destruição previsto para 1 minuto. Logo depois, com o passar dos episódios, a fita que se autodestruiria em cinco segundos foi se tornando o início padrão da série – e as tais “seqüências da fita” começaram a ser gravadas em bloco ao início de cada temporada. De acordo com o próprio Graves, o elenco jamais sabia que cena estaria no começo de cada episódio até que ele fosse exibido. A voz da fita é de Bob Johnson.

– Conforme relatado por Robert H. Justman no livro Star Trek: The Real Story, a clássica música-tema composta por Lalo Schifrin não foi a primeira opção. Antes dela, ele apresentou outro tema ao criador e produtor-executivo Geller, que não gostou. Ao ouvir a música instrumental em uma cena de perseguição do primeiro episódio, Geller encontrou a música que tanto procurava. Só a título de curiosidade: Schifrin também compôs as músicas-tema de O Planeta dos Macacos (74) e Starsky & Hutch (75) – além de fazer toda a parte instrumental dos filmes da série A Hora do Rush, com Jackie Chan.

::: O LONGA-METRAGEM

Em 1968, “Missão: Impossível” ganharia um longa-metragem estrelado pela equipe original de Graves, Landau, Bain, Morris e Lupus – e com o sugestivo título de Mission Impossible Versus the Mob (ou: “Missão Impossível Contra a Máfia”).

Na verdade, se tratava de um um episódio em duas partes (“The Council”), dirigido por um certo Paul Stanley (que não é o do KISS) e que foi reunido para lançamento nas telonas, sem grandes modificações ou orçamentos milionários. A história é a mais óbvia possível: basicamente, os agentes da IMF se infiltrariam numa família mafiosa italiana para desbaratar os seus terríveis planos criminosos. E só. Nada muito complicado ou atrativo para os fãs do seriado.

::: A NOVA SÉRIE

Em 1988, a televisão norte-americana receberia uma nova versão de “Missão: Impossível” – mas que duraria apenas dois anos. Sem a mesma graça da original, embora com alguns bons momentos, o programa trazia como remanescentes do programa original apenas Peter Graves como o chefão Jim Phelps e Bob Johnson como a aguardada voz da fita (aqui, um disco) que passava as instruções sobre a missão.

A nova equipe de Phelps era formada pelo especialista em disfarces Nicholas Black (Thaao Penghlis, ator da novela “Days of Our Lives”), pelo “sujeito durão” Max Harte (Anthony Hamilton, de “Trama Mortal”, com Michael Madsen), pela obrigatória mulher sensual Casey Randall (a desconhecida Terry Markwell) e o especialista em tecnologia Grant Collier (Phil Morris). Este último traz um detalhe interessante: além do personagem ser filho de Barney Collier, o sujeito que ocupava o mesmo cargo na equipe original, o ator também era filho de Greg Morris, que vivia o Collier original.

A história mostrava Phelps saindo da aposentadoria depois que seu protegido foi assassinado. Após reunir este time de agentes e encontrar o matador, ele preferiu continuar na ativa com a equipe para fazer justiça e servir ao governo americano e ao american way of life. Na verdade, a idéia era que esta “Missão: Impossível” fosse rigorosamente um remake da original de 66. Quando Graves assinou contrato, no entanto, os outros personagens foram reformulados e a série se tornou uma continuação.

Uma curiosidade bacana: ao final da primeira temporada, a moçoila Casey Randall acabou sendo morta pelos vilões, tornando-se o primeiro caso na história da IMF (pelo menos em sua versão televisiva) em que um agente foi capturado no exercício de suas funções. O papel de “gostosona oficial” seria dado em seguida a Shannon Reed (Jane Badler, uma ex-miss que fez sucesso como a Diana da série sci-fi “V – A Batalha Final”).

::: A SÉRIE E OS FILMES

– No primeiro “Missão: Impossível” estrelado por Cruise, Jon Voight interpreta o nosso conhecido Jim Phelps – fazendo a única conexão com a equipe original da TV.

– Já no segundo, a voz que dá ordens ao agente Ethan Hunt é de Anthony Hopkins – possivelmente uma pequena homenagem às fitas que repassavam as missões aos heróis da IMF. O óculos que se “auto-destrói” em cinco segundos logo no começo do filme é a prova.

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