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Artigo adicionado em 26/10/2006, às 07:27

FANTASTIC FOUR – WORLD’S GREATEST HEROES: os três primeiros episódios!
O Fanboy viu a nova série animada do Quarteto Fantástico e garante: nhé.

Por
Paulo "Fanboy" Martini


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:: Veja os toys baseados no novo desenho do QUARTETO FANTÁSTICO
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:: Abertura da série (YouTube)

Produzir uma nova série animada baseada no Quarteto Fantástico, depois do sucesso do primeiro filme do grupo nos cinemas, era algo fácil de prever. O que sempre deixa a gente, fãs de animação/quadrinhos/Marvel/boa televisão, com a pulga atrás da orelha é o histórico da Casa das Idéias na produção de versões animadas de seus personagens. O próprio Quarteto já teve diversasencarnações animadas no passado, e o saldo é praticamente negativo. E a situação só ficou mais descarada depois que a Warner e a DC Comics conseguiram, desde o começo da década de 90, lançar uma série animada mais legal que a outra, vide Batman Animated Series, Batman Beyond, Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites, Superman, The Batman… caramba, até mesmo Static Shock (ou Super Choque, como ficou conhecido por aqui) é bem bacana.

A Marvel passou a bola para a Moonscoop, produtora francesa responsável pela série Code Lyoko (que aqui no Brasil passa no canal pago Jetix), a responsabilidade de animar novamente a família fantástica. Com a produção executiva de Craig Kyle (produtor executivo e roteirista do longa animado Os Supremos: O Filme) e a edição de roteiros de Christopher Yost (que já roteirizou episódios das séries animadas As Tartarugas Ninjas, X-Men Evolution e “The Batman”), a primeira temporada terá 26 episódios, que serão transmitidos mundialmente com exclusividade pela Cartoon Network. No Brasil, a série ainda não tem previsão de estréia, segundo a assessoria de imprensa do canal.

Eu assisti aos três primeiros episódios da primeira temporada da série, que estreou no CN norte-americano em 02 de setembro. Como não sou grande conhecedor da saga da família fantástica nos quadrinhos, e nem mesmo consegui ver o filme até hoje (pois é…) não irei traçar comparações entre ambos, afinal nem faria sentido; conheço apenas o básico dos personagens e de seu universo. Dito isso, minha opinião, baseada nesses três episódios é: nhé.

:: ANIME?
Já vi em alguns sites sobre animação fazendo essa referência ao desenho, chamando-o de “Quarteto Fantástico anime”. Isso procede? Sim… e não. Segundo Yost, toda a direção de arte, incluindo cenários e design dos personagens, ficou a cargo da Moonscoop. Um ponto positivo a meu ver, pois sai um pouco do viciado estilo americano, e da própria Marvel, de colocar seus heróis na tela (cito novamente Ultimate Avengers, que tem um visual bem sem graça). Toda a fotografia do desenho é tratada para dar aquele “climão” que hoje remetemos imediatamente aos desenhos animados produzidos na Terra do Sol Nascente, com cenas até mesmo um pouco embaçadas, desfocadas, sem falar nas tomadas de câmera. Além disso, eles conseguem fazer esse efeito até mesmo com o cenário, que em vários momentos é todo em 3D. Vale notar que a interação 2D/3D está muito bem trabalhada, coisa rara em séries animadas para tv.

David Faure, Jiwun Shin, Kamel Tazit, Flavien Vandelli e Tania Palumbo, responsáveis pelo design dos personagens, decidiram partir também para um look mais… europeu, por assim dizer (duh!). As primeiras artes referentes ao filme me lembraram o design usado no longa animado Corto Maltese, com seus personagens mais longuilíneos, mas muito mais estilizado. Além disso, sempre que eu olho para a Mulher Invisível, por exemplo, eu também me lembro do traço do Ron Lim, desenhista de HQs que já emprestou seu traço para títulos como X-Men 2099 e outros. Os uniformes dos heróis ficou também muito bacana, e a idéia de pintar o “4” no peito do Coisa, por mais bobo que seja, deu um efeito muito interessante.

Outros pontos fortes da série são a trilha sonora incidental, composta por Noam Kaniel (que também compôs músicas para o desenho A.T.O.M. e, vejam só, é o cantor da música de apresentação do antigo desenho animado M.A.S.K.!), e a música da apresentação, composta pela banda Co-Pilotes.

:: E O QUE TEM DE RUIM?
Justamente o mais importante: o roteiro. Por exemplo: Trial By Fire, o primeiro episódio transmitido pela CN na terra do Tio Sam, joga o Quarteto Fantástico em um ringue de um vilão espacial chamado Ronan The Accuser, naquele velo clichê “vocês humanos cometeram crimes contra nossa raça e agora deverão ser julgados”. A premissa é até interessante se bem trabalhada, mas aqui ela simplesmente vira um grande clichê. Já em Doomed e Doomsday, dois episódios que contam com a participação do Dr. Destino , mostram o maior vilão do Universo Marvel elaborando planos patéticos para acabar com Reed Richards e os outros Fantásticos. Tudo é muito fácil e raso: o maniqueísmo, as soluções para os problemas…

Como a idéia da série é mostrar uma nova visão do início do Quarteto, dá para entender algumas interpretações de como os personagens eram logo no começo. Mesmo não recontando a origem dos poderes dos personagens (a apresentação dos episódios dá uma breve idéia), a série já mostra o edifício Baxter em pé (com um gigantesco número quatro holográfico rodando em cima – um efeito muito legal, mas que, sei lá, transforma o quartel general da equipe em um grande alvo…) e em total funcionamento, um Dr. Destino já totalmente situado em seu castelo na Latvéria… e, mesmo assim, não consegui engolir, logo no primeiro episódio, uma Susan Storm (voz da atriz Lara Gilchrist em seu primeiro trabalho de dublagem. Ela já participou das séries de tv Queer as Folk e Smallville) gritando e desmaiando ao saber que seu irmão Johnny Storm/Tocha Humana (Christopher Jacot, que já participou da série de tv Mutant X e da nova versão de Battlestar Galactica) foi seqüestrado. Pombas, justamente a corajosa e destemida Mulher Invisível dando um piti desses? Pelo menos salvam-se as personalidades de Johnny e Ben Grimm, o Coisa (Brian Dobson, que já emprestou sua voz para o Esqueleto na nova versão animada de He-Man e também para o robô Red Alert em Transformers Armada e Transformers Cybertron). Já Reed Richards (Hiro Kanagawa, ator que já participou de séries de tv como Millennium, Dark Angel e Stargate SG-1) parece ainda muito inseguro, até mesmo com suas experiências, mas não é algo que realmente chegue a atrapalhar.

Tudo isso acaba acentuado por uma dublagem um tanto exagerada. O diretor de dublagem, Karl Willems (diretor de dublagem das versões norte-americanas dos animes Vampire Hunter e Escaflowne), dá um tom um tanto caricato às vozes, no que me parece ser uma tentativa de deixar o desenho com fácil assimilação até para os moleques mais novos. E é isso que é complicado: nessa tentativa de se agradar à molecada e também aos fãs mais hardcore, os produtores acabam não atingindo nenhum dos dois públicos – se bem que a molecada mais novinha vai curtir o visual trabalhado da série. Tanto é que a audiência lá fora tem sido bem generosa com o desenho: a estréia do episódio “Trial By Fire” trouxe ótimos números para a CN.

Agora, o engraçado é notar que uma das coisas que os fãs mais temiam – a volta de H.E.R.B.I.E., o robôzinho chato do desenho animado da década de 60 – e que havia sido divulgado pelos produtores logo no início, não fez absolutamente diferença nenhuma. Na verdade, H.E.R.B.I.E. é apenas o nome do computador central do Quarteto. Será que ele ainda vai aparecer na forma de um robôzinho flutuante e enjoado nos próximos episódios? Vai saber…

:: RESUMINDO…
Nhé. A série tem pontos altos, como a qualidade da direção de arte e da animação, mas peca por roteiros simplistas e personalidades caricatas dos personagens. Mas esses são apenas os três primeiros episódios. Será que a qualidade do roteiro e a caracterização dos personagens irá mudar? Sinceramente, eu duvido muito. Mas já me enganei antes (vide As Aventuras de Billy & Mandy). É esperar para ver, mesmo.

:: O QUE VEM POR AÍ
Bom, como eu disse, ainda tem 23 episódios nessa primeira temporada para serem explorados. Neles, esperem participações muito especiais de: Hulk; Skrulls; Topeira; a eterna namorada de Ben Grimm, Alicia Masters; o devorador de mundos Galactus e seu arauto mais conhecido, o Surfista Prateado; o Vigia; os Inumanos; Thor, o deus do trovão; o homem-sem-medo Demolidor; Motoqueiro Fantasma; o personagem com o maior currículo de super-herói do universo Marvel, o indefectível Ricky Jones; e até mesmo o maior herói da vida do El Cid, o Homem-Formiga! 🙂

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