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Artigo adicionado em 20/10/2006, às 12:51

FILMES DA 30.ª MOSTRA QUE VOCÊ NÃO PODE PERDER
Eu, pelo menos, assistirei TODOS! Isto é, se o El Cid me liberar da escravidão aqui…

Por
Leandro "Zarko" Fernandes


::: SITE OFICIAL: Saiba mais sobre os filmes e descubra onde eles serão exibidos para você poder se programar, ô pá! :::

E nesta sexta-feira, 20/10, tem início a maratona de filmes da 30.ª Mostra BR de Cinema! O mega-evento, também conhecido como Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, é organizado por Leon Cakoff e já faz parte da história da Grande São Paulo. Acontece de 20 de outubro a 2 de novembro, em nada menos que 18 salas e espaços variados da cidade. E realmente precisa ser muito maluco ou gostar demais de cinema (ou então concentrar as duas alternativas em um corpo só, como este cult maldito bastardo que vos fala…), já que são mais de 350 longas, médias e curtas-metragens sendo exibidos num espaço de 3 semanas! Afe! Hehehe.

E como não poderia deixar de ser, a seleção deste ano – que comemora três décadas de Mostra e traz o tema O Cinema Político Italiano em sua retrospectiva – está de babar. Além de uma gama de fitas vindas dos mais obscuros cantos do planeta, há também títulos bastante aguardados pela galerinha nerd. E como se não bastasse, traz uma oportunidade única de conferir grandes clássicos do cinema universal na tela grande. Bacanão! Bem, é ÓBVIO que você conseguirá encontrar o Zarko aqui zanzando de um canto a outro da Mostra neste meio tempo… Enfim, eis uma relação filtradinha por nós aqui deste notório website, com sinopses (divulgadas pela Central da Mostra) daquelas esplendorosas películas que você não pode perder de forma AL-GU-MA!!! Para conferir a programação, a relação completa das fitas, os horários, o valor dos ingressos e qualquer outra informação, é só acessar o website oficial da 30.ª Mostra. Bons filmes! E cuidado pra não ficar pirado. Como eu. 😛

:: 1972, de José Emílio Rondeau
“Embalados pelo rock, um novo som no cenário nacional, o suburbano Snoopy e a “garota de Ipanema” Júlia se conhecem a caminho do cinema e passam a viver uma emocionante história de amor em meio à efervescente vida cultural do Rio de Janeiro, em pleno inverno de 1972. Cada um chega acompanhado de sua turma. A de Snoopy inclui Zé, seu maior amigo e melhor músico da banda que estão formando, Vide Bula, e Tião, misterioso homem com muitos demônios rondando sua alma. Os companheiros de Júlia são Ciro, jovem corretor da Bolsa de Valores secretamente apaixonado pela amiga, e Monique, a prima namoradeira de Júlia. O elenco do filme reúne filhos de grandes nomes das artes brasileiras, como Dandara Guerra (filha do cineasta Ruy Guerra e da atriz Cláudia Ohana), Bem Gil (filha de Gilberto Gil), Marcelo Faria (filho de Reginaldo Faria) e Lúcio Mauro Filho.”

:: A PROMESSA (Wu Ji/The Promise), de Chen Kaige
“Uma jovem e pobre orfã faz uma promessa para se tornar bela e poderosa. Em troca, perderia todo homem que amasse. Anos depois, ela é uma deslumbrante princesa, arrependida da promessa que fez. Está rodeada de três homens apaixonados: um general, seu escravo e um duque. Aparentemente, a princesa está fadada a um destino solitário. Mas quando um outro escravo, disfarçado de general, salva sua vida, um sentimento forte e novo começa a nascer em seu coração. Com o despertar da paixão, ela prova com amargura o que o destino lhe reserva. Poderá o verdadeiro amor superar a mais temível das promessas? O compositor Klaus Badelt, cuja carreira começou na TV e no cinema alemães, já assinou a trilha sonora de grandes produções hollywoodianas, como O Recruta (2003), Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra (2003), Constantine (2005) e Poseidon (2006), e aqui marca sua primeira incursão no cinema oriental.”

:: A SCANNER DARKLY, de Richard Linklater
“Baseado em obra de Philip K. Dick, o filme se passa num futuro em que os EUA perderam a guerra contra as drogas. Neste cenário, o policial Fred (Keanu Reeves) é um dos muitos agentes que cederam ao vício de uma popular substância química, que divide a personalidade dos usuários em duas. A situação se complica quando o alter-ego de Fred, o traficante conhecido como Bob, passa a ser caçado pelo segmento da polícia comandado pelo próprio Fred. A produção foi rodada com a mesma técnica utilizada em Waking Life (2001), obra igualmente dirigida por Richard Linklater e vencedora do prêmio Lanterna Mágica no Festival de Veneza 2001, na qual os atores filmam normalmente suas cenas, e as imagens são posteriormente tratadas em animação.”

:: A ÚLTIMA NOITE (A Prairie Home Companion), de Robert Altman
“Com elenco estelar, acompanham-se os bastidores de um programa de rádio que tenta sobreviver na era da televisão. Tommy Lee Jones interpreta o novo proprietário do Fitzgerald Theater, de onde o programa é transmitido, que ameaça pôr o prédio abaixo. Meryl Streep e Lily Tomlin interpretam a dupla The Johnson Sisters; Lindsay Lohan é a filha suicida de Meryl, que consegue sua grande chance de cantar no show, mas esquece a letra da música; Kevin Kline é o detetive particular que procura emprego como porteiro e que serve de narrador da trama; Woody Harrelson e John C. Reilly interpretam outra dupla, os hilários caubóis Dusty & Lefty; Virginia Madsen é um anjo que vem buscar um dos locutores, e Maya Rudolph, a estagiária que engravida. O roteirista e aqui também ator Garrison Keillor, co-autor do argumento, apresenta na vida real o programa de rádio de mesmo nome.”

:: AMIGAS COM DINHEIRO (Friends With Money), de Nicole Holofcener
“Os altos e baixos da relação de amizade entre quatro mulheres de Los Angeles. Franny, uma influente socialite, é casada com Matt. Christine escreve roteiros em parceria com o marido David, mas os dois vivem brigando. Jane é uma estilista de sucesso casada com o inglês Aaron, que todos desconfiam ser gay. Olivia destoa do grupo: é a única solteira e a única que ainda não descobriu o que fazer da vida. Era professora, mas abandonou o magistério e agora trabalha como doméstica. Isso deixa suas amigas perplexas. Franny quer ajudá-la financeiramente, desde que ela procure terapia. Para completar o drama, Olivia está namorando o personal trainer Mike, que, além de tratá-la como um objeto, ainda fica com parte de seu pagamento. Na trilha sonora, duas canções, “Circle in the Sand” e “Hillbilly Song”, da renomada cantora e compositora Rickie Lee Jones, conhecida como a duquesa do cool (Duchess of Coolville).”

:: BABEL, de Alejando González Iñárritu
“Conclusão da trilogia iniciada com Amores Brutos e 21 Gramas, Babel é um épico. O diretor Alejandro González Iñárritu e o roteirista e parceiro habitual Guillermo Arriaga elaboram aqui uma versão moderna da bíblica história da Torre de Babel. O casal de norte-americanos Laura e Richard viaja em férias para o Marrocos, onde a tragédia atingirá o já problemático relacionamento. O ônibus de turismo passa por uma vila nas montanhas quando eles ouvem um tiro de rifle e um incidente internacional se cria, envolvendo quatro diferentes famílias em países distintos. Enquanto isso, na Califórnia, um casal de crianças está sob os cuidados da babá Amélia. Quando ela viaja ao México com seu sobrinho Santiago para o casamento do filho, leva ilegalmente as crianças norte-americanas consigo. Em Tóquio, um pai viúvo esforça-se para entender sua filha adolescente surda-muda, que passa por um período de transformações emocionais e sexuais.”

:: CAMINHO PARA GUANTANAMO (The Road to Guantanamo), de Michael Winterbottom
“O drama real de quatro jovens ingleses de origem paquistanesa, moradores da cidade de Tripton, Inglaterra. Confundidos com terroristas, eles são arbitrariamente presos na base naval de Guantanamo, em Cuba. Em 2001, o jovem Asif viaja à terra natal dos pais para conhecer sua noiva, levando consigo os amigos Ruhel, Shafiq e Monir. Atendendo ao apelo de um líder muçulmano local, eles partem como voluntários para o Afeganistão. Mas não conseguem retornar e são capturados pelas forças aliadas. Encarcerados em Guantanamo durante dois anos e meio, passam por toda sorte de tortura e humilhação. Com locações reais no Paquistão e no Afeganistão, as cenas ambientadas em Guantanamo foram rodadas no Irã. O filme explora a linguagem do “docudrama”, transitando no limite entre o documental e a recriação dramática. Conquistou o Urso de Prata para a direção no Festival de Berlim 2006.”

:: C.R.A.Z.Y., de Jean-Marc Vallée
“Zachary Beaulieu nasceu no dia de Natal de 1960, quarto filho de uma tradicional família de cinco irmãos. Gay, ele cresce negando sua homossexualidade para agradar ao pai e tenta, a todo custo, se adequar ao papel de filho normal. Zac narra sua história entre os irmãos, o pai e a doce figura da mãe, passando pelos anos rebeldes – embalados pelo som de Pink Floyd e Rolling Stones – até viver uma mística aventura em Jerusalém, durante a qual descobre seu verdadeiro interior. Mas então chega o momento mais difícil de sua vida: como encarar o pai e assumir sua condição? Esta é uma fábula mística sobre uma espécie de Cristo moderno, que explora a beleza, poesia e loucura do espírito humano em todas suas contradições. A clássica canção “Space Oddity”, de David Bowie, pontua a trama e é cantada no filme também pelo ator Marc-André Grondin.”

:: FONTE DA VIDA (The Fountain), de Darren Aronofsky
“São três histórias que avançam em paralelo. A do passado ocorreu na Espanha do século XVI, quando o conquistador Tomas Crep chegou ao Novo Mundo procurando pela árvore da vida. Ele iniciou sua busca por causa de sua obsessão romântica, a rainha Isabel. Ela acreditava que a chave da imortalidade daria à Espanha mais poder contra seus numerosos inimigos. Nos tempos atuais, Tommy é um cientista que pesquisa obsessivamente a cura do câncer, pois sua mulher Izzi, a quem ama profundamente, está morrendo em decorrência da doença. Na terceira história, Tom é um astronauta do século XXVI, um homem preocupado com suas encarnações passadas. O ser humano e o amor podem ser eternos? O elenco conta com Hugh Jackman, que protagoniza O Grande Truque, também na seleção da 30ª Mostra, e Rachel Weisz, vencedora do Oscar 2006 de atriz coadjuvante por O Jardineiro Fiel. Além deles, voltam a trabalhar com Aronofsky Ellen Burstyn, indicada ao Oscar por Réquiem por um Sonho, e Sean Gullette, ator de seus dois filmes anteriores. Outro retorno é o do compositor Clint Mansell, que escreveu a trilha dos filmes anteriores do diretor e aqui trabalha com o quarteto de cordas Kronos Quartet e a banda escocesa Mogwai, de linha experimental. Aronofsky recusou-se a usar efeitos digitais para dar a seu filme um visual mais “orgânico”, que sobrevivesse à passagem do tempo.”

:: FUCK, de Steve Anderson
“Visão definitiva sobre a palavra “fuck”, o documentário investiga como ela está presente, mesmo sendo ainda vista como obscena, em vários aspectos da cultura norte-americana – em Hollywood, no pátio das escolas, no Senado em Washington D.C. ou onde estiverem ocorrendo debates com discurso livre. O impacto da palavra é verificado por meio de várias entrevistas, filmes, videoclipes e por animações criadas por Bill Plympton. Estudantes e lingüistas examinam a longa trajetória do termo. Comediantes, atores e escritores defendem o direito constitucional de usá-lo. Mas há também pessoas que se sentem ofendidas, tamanho o poder da palavra. “Fuck” e suas variações são usadas 629 vezes durante os 93 minutos do documentário. Entre os entrevistados, estão os cantores Alanis Morissette e Pat Boone, os atores Janeane Garofalo e Billy Connolly, o rapper e ator Ice-T e o diretor Kevin Smith.”

:: HALF NELSON, de Ryan Fleck
“Dan (Ryan Gosling) é professor de uma escola secundária numa vizinhança pobre do Brooklyn. Seus ideais esmorecem frente à dura realidade. Ele encontra energia para, de alguma forma, animar seus alunos adolescentes a estudar os direitos alcançados com a Guerra Civil. Rejeitando o currículo padrão da escola em favor de aproximações provocativas, Dan ensina seus alunos a trocar trabalhos e a pensar por si mesmos. Embora Dan seja brilhante, dinâmico e tenha controle de sua classe, nas horas de folga ele permanece à margem da consciência. Para enfrentar a desilusão, ele recorre às drogas. Dan faz malabarismos entre as ressacas e o trabalho, tentando mantê-los como se fossem vidas separadas. Até o dia em que uma de suas alunas problemáticas, Drey, o flagra drogado depois da aula. Eles iniciam uma inesperada amizade, apesar da diferença de idade e de condições sociais. Dependendo do desenvolvimento dessa relação, suas vidas poderão mudar. A trilha sonora é da banda indie Broken-Social-Scene, que assina também a música do filme Um Certo Olhar”

:: HOLLYWOODLAND, de Allen Coulter
“Junho de 1959: George Reeves, o ator mais famoso a interpretar o Homem de Aço nas aventuras em série de Superman, é assassinado em sua casa, em Hollywood, com um único tiro de revólver. Reeves deixa para trás a noiva – a aspirante a estrela Leonore Lemmon – e milhões de fãs chocados. Mas sua mãe, Helen Bessolo, quer descobrir as circunstâncias que envolveram sua morte. Ela quer justiça ou, ao menos, respostas. A polícia de Los Angeles encerra o caso, mas Helen contrata o detetive particular Louis Simo. Este logo descobre que Reeves estava tendo um tórrido affair com Toni Mannix, mulher de Eddie Mannix, executivo dos estúdios MGM. Esta pista poderá levá-lo à verdade. Mas verdade e justiça não andam juntas em Hollywood. Baseado em caso real, este é até hoje um dos maiores mistérios da história de Hollywood. O ator Jim Beaver, biógrafo de George Reeves, foi consultor histórico para o roteiro. O pianista e compositor brasileiro Marcelo Zarvos, radicado nos Estados Unidos, construiu intensa carreira como autor de trilhas sonoras, com créditos que incluem, entre outros, Uma História de Futebol (1999), Beijando Jessica Stein (2001), Xingu: Land of No Shame (2002), Provocação (2004) e The Architect (2006).”

:: O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS, de Cao Hamburger
“Em 1970, o Brasil e o mundo parecem estar de cabeça para baixo, enfrentando inúmeras crises políticas. Mas a maior preocupação na vida de Mauro, um garoto mineiro de classe média, de 12 anos e apaixonado por futebol e por jogo de botão, tem pouco a ver com a ditadura militar que domina o país. Seu maior desejo é ver o Brasil tricampeão mundial de futebol. Subitamente, ele se vê separado dos pais, que “saem de férias”. Mauro vai morar na casa do avô que pouco conhece e é obrigado a se adaptar a uma estranha e divertida comunidade: o Bom Retiro, bairro de São Paulo que abriga judeus e italianos, entre outras culturas.”

:: O BALCONISTA 2, de Kevin Smith
“A loja de conveniência Quick Stop foi sempre o centro do universo dos balconistas Dante Hicks e Randal Graves, ambos com 33 anos. Quando o lugar é destruído num incêndio, os dois têm de achar não só um novo lugar para matar o tempo, como também novos empregos. Sem nenhuma ambição na vida, vão parar na lanchonete Mooby’s. É lá que dão continuidade aos debates acalorados em que tentam, entre outras coisas, decidir quem é melhor: George Lucas, Peter Jackson ou Jesus. É a celebração verborrágica da cultura nerd e pop. Continuação do filme de estréia de Kevin Smith, O Balconista 2 retoma personagens clássicos da chamada “mitologia de New Jersey”, também conhecida como “View Askewniverse” (universo View Askew), fazendo referência ao nome da produtora de Smith. Entre os tipos recorrentes, estão os famosos Jay, interpretado por Jason Mewes, e Silent Bob, personificado pelo próprio diretor. O filme foi realizado como parte de uma promessa feita por Smith a Mewes: caso este se livrasse do vício pelas drogas, ele voltaria a interpretar Jay uma última vez.”

:: O CHEIRO DO RALO, de Heitor Dhalia
“Em São Paulo, Lourenço é dono de uma loja que compra objetos usados. Pouco a pouco, ele troca a frieza de negociar pelo prazer de explorar os clientes, que procuram sua loja quando atravessam dificuldades financeiras. Lourenço enxerga o mundo como um lugar em que as pessoas, tanto quanto os objetos usados, estão à venda. E, de preferência, por um preço vil. A diversidade de pessoas que passa por sua loja o faz vê-las como integrantes de um grande catálogo humano. Ele as classifica segundo uma característica ou o objeto que lhe é oferecido. Assim, elas são “a noiva”, “o homem do gramofone” ou “a viciada”. Esse processo de “coisificação” do mundo será colocado em xeque quando Lourenço tiver que se relacionar com pessoas usando uma moeda que lhe é estranha – o afeto. Simbolicamente, ele é também perturbado pelo fedorento cheiro de um ralo que há na loja. Em confronto com personagens que ele julgava controlar, Lourenço é obrigado a reavaliar sua visão de mundo. No elenco, representantes do sangue novo no cinema brasileiro, como Silvia Lourenço (Contra Todos, seleção da 28ª Mostra), Alice Braga (Cidade Baixa, exibido na 29ª Mostra, e também presente na 30ª Mostra com Só Deus Sabe) e Flavio Bauraqui (Os 12 Trabalhos, O Céu de Suely e Noel – Poeta da Vila, todos presentes na 30ª Mostra). A trilha sonora é de Apollo Nove, requisitado produtor musical que aplica sonoridades sessentistas.”

:: O GRANDE TRUQUE (The Prestige), de Christopher Nolan
“Misteriosa história sobre dois mágicos cuja profunda rivalidade leva a uma longa disputa, repleta de obsessão, trapaça e inveja, com conseqüências perigosas e mortais. Robert Angier e Alfred Borden, desde que se conheceram quando ainda mágicos iniciantes, estão sempre competindo. Competição que se iniciara de forma amigável e que foi se transformando aos poucos numa amarga rivalidade, até que se tornam inimigos mortais. O pior é que eles passam a ameaçar a vida de todos que os rodeiam. Cheio de reviravoltas, o filme se passa na Londres da virada dos séculos XIX e XX. No elenco estelar, estão Hugh Jackman, também presente na 30ª Mostra com A Fonte da Vida, o vencedor de dois Oscar Michael Caine e o cantor David Bowie, numa rara atuação depois de filmes como O Homem que Caiu na Terra (1976), Fome de Viver (1983) e Furyo – Em Nome da Honra (1983).”

:: O ILUSIONISTA (The Illusionist), de Neil Burger
“A ação se passa em 1900, em Viena, durante um período de efervescência política. Eisenheim é um brilhante mágico em início de carreira, que se contrapõe ao poderoso príncipe Leopold e ao esperto inspetor-chefe Uhl. Eisenheim e Leopold desejam a mesma mulher, a duquesa Sophie von Teschen. Eisenheim e Sophie iniciam um intenso romance, mas logo são proibidos de se ver. O mágico embarca então numa jornada pessoal em busca de poderes secretos e é dado por todos como desaparecido. Anos mais tarde, ele reaparece em Viena, agora como um mágico de sucesso, e reencontra Sophie. Ela havia perdido as esperanças de reencontrá-lo e casou-se com Leopold. Mas a chama da paixão logo se reacende e eles resolvem fugir. O inspetor Uhl, que trabalha como espião para o príncipe, revela o caso dos amantes, e Sophie é assassinada. Eisenheim reúne agora seus poderes extraordinários para provar que Leopold é o culpado pela morte. Enquanto Uhl tenta detê-lo, o mágico fomenta uma revolta política para derrubar a monarquia antes de ser completamente destruído por ela. Adaptação do conto “Eisenheim the Illusionist”, de Steven Millhauser, prêmio Pulitzer em 1997.”

:: O LABIRINTO DO FAUNO (El Laberinto Del Fauno), de Guillermo Del Toro
“Espanha, 1944, fim da Guerra Civil: recém-casada, Carmen muda-se com sua filha Ofélia para a casa de seu novo marido, o autoritário Vidal, capitão do exército de Franco. Assustada, a menina refugia-se num misterioso labirinto e conhece Pan, uma criatura mágica. Ele lhe revela que Ofélia precisa cumprir três perigosas provas para voltar a ser uma princesa. O filme divide-se entre o fantástico (o universo infantil) e o terror (a guerra).”

:: OS EUA CONTRA JOHN LENNON (The U.S. vs John Lennon), de David Leaf e John Scheinfeld
“‘De todos os documentários já feitos sobre John Lennon, este é o que ele amaria’, disse Yoko Ono, a viúva de Lennon. Antes do Iraque, da administração George Bush, antes de Bruce Springsteen e Pearl Jam, houve John Lennon. O celebrado astro da música que usou sua fortuna e sua fama para protestar contra a Guerra do Vietnã e lutar pela paz mundial. O documentário mostra a transformação do Lennon artista no ativista social e como o governo norte-americano tentou silenciá-lo e expulsá-lo do país. Não é apenas um episódio isolado da história americana, mas sim um fato relevante na atualidade. Focando-se no período 1966/1976, o documentário aborda ainda a luta pelos direitos civis, a nova esquerda e os movimentos políticos, a decepção com o governo Nixon, o caso Watergate. Também são mostrados o ativismo político dos afro-americanos Angela Davis e Bobby Seale, os jornalistas Carl Bernstein e Walter Cronkite, o veterano do Vietnã e ativista Ron Kovic, o historiador e novelista Gore Vidal, entre outros. Mas Lennon é a voz e a presença central do documentário. Ele surge como jamais havia sido visto: uma pessoa de princípios, engraçado, um jovem homem extraordinariamente carismático, que se recusa a ficar calado frente às injustiças. Yoko Ono, ao contrário da imagem feita pela imprensa e pelos fãs, surge como fator agregador e importante nas decisões políticas do músico.”

:: OS INFILTRADOS (The Departed), de Martin Scorsese
“Billy Costigan é um jovem policial que trabalha sob disfarce e conquistou um cargo de extrema confiança dentro de uma organização mafiosa de Boston, liderada pelo chefão Frank Costello. O mesmo ocorre na força policial, pois o jovem criminoso Colin Sullivan também obtém sucesso em sua infiltração no território inimigo. Os infiltrados passam a ser consumidos por suas vidas duplas e pela constante busca por segredos do grupo rival. Quando tanto a força policial quanto os bandidos passam a desconfiar de que estão sendo espionados, a violência explode. Por ironia, Costigan e Sullivan são escalados então para descobrir a identidade do espião. Refilmagem hollywoodiana do policial chinês Conflitos Internos (Infernal Affairs), de Wai Keung Lau e do co-roteirista Siu Fai Mak, lançado em 2002. É o retorno de Martin Scorsese à temática urbana desde Vivendo no Limite (1999).”

:: PARIS, TE AMO (Paris, Je T’Aime), de Olivier Assayas, Frédéric Auburtin, Gérard Depardieu, Gurinder Chadha, Sylvain Chomet, Joel, Ethan Coen, Isabel Coixet, Wes Craven, Alfonso Cuaron, Christopher Doyle, Richard LaGravenese, Vincenzo Natali, Alexander Payne e Walter Salles
“Um desafio proposto a 21 diretores de todo o mundo – contar a história de um encontro romântico em Paris -, resultou no longa-metragem Paris, Je T’Aime. Embora tenha sempre inspirado o cinema, Paris não vive apenas de seu passado. O ponto de partida, para os cineastas envolvidos no projeto, foi filmar a capital francesa nos dias de 2006, em busca de aspectos inéditos, que ainda não tivessem sido mostrados na tela grande, fugindo das imagens de cartão postal. Paris, Je T’Aime retrata a mistura de classes sociais, gerações, culturas e atmosferas. Os diretores, em sua maioria, estrangeiros, captam a realidade parisiense, mas também o encantamento que sentem visitando a cidade. A curiosidade os leva a descobrir novos ângulos da cidade, que não seriam explorados por quem nela vive. “

:: THE WIND THAT SHAKES THE BARLEY, de Ken Loach
“Irlanda, 1920. Trabalhadores do campo e da cidade unem-se numa guerrilha armada para enfrentar a cruel esquadra “Black and Tan”, enviada pela Inglaterra para impedir os movimentos de independência dos irlandeses. Tomado por um profundo senso de dever e de amor por sua pátria, Damien abandona sua promissora carreira de médico e se une ao irmão, Teddy, numa perigosa e sangrenta luta pela liberdade. As ousadas táticas de guerra levam os ingleses a um ponto de ruptura, e os dois lados concordam em firmar um acordo de paz para pôr fim ao derramamento de sangue. Mas, apesar da aparente vitória irlandesa, a guerra civil irrompe e famílias que lutaram lado a lado estão agora umas contra as outras, enfrentando-se como inimigos e pondo à prova a lealdade que existia entre eles. Na seqüência ambientada numa sala de cinema, na qual um pianista toca música de fundo para um filme mudo, este pianista é Neil Brand, um dos mais renomados “acompanhadores do cinema silencioso” na Inglaterra. O filme foi lançado em 105 salas na Grã-Bretanha, número mais do que três vezes maior do que para qualquer outro longa de Ken Loach.”

:: UM BOM ANO (A Good Year), de Ridley Scott
“Max Skinner é um investidor londrino que vê sua vida andar para trás quando é despedido pela empresa em que trabalha. Mas sua sorte parece mudar quando recebe como herança do tio Henry um enorme vinhedo em Provence, na Riviera Francesa. Ao chegar à sua nova propriedade, encontra uma jovem americana que afirma ser ela a verdadeira dona das terras. Skinner terá de enfrentar também os duros trabalhos no campo, um primo com muita inveja e camponeses desconfiados. Max é interpretado por Russell Crowe, e o ator mirim Freddie Highmore, de Em Busca da Terra do Nunca (2003), o personifica quando garoto. Essa adaptação do romance homônimo de Peter Mayle, que já deu origem a uma minissérie inglesa, A Year in Provence (1993), de David Tucker, é uma rara comédia na carreira do cineasta Ridley Scott.”

:: UM CERTO OLHAR (Snow Cake), de Marc Evans
“Alex é um inglês cinquentão e reservado que, num trajeto coberto por neve perto de Ontário, decide dar carona à jovem Vivienne. Acaba se envolvendo num acidente de carro, e ela não resiste e morre no local. Tomado por culpa, ele procura pela mãe da jovem. Mas Linda não é uma mãe comum: ela é autista e por isto incapaz de transmitir a dor de sua perda. Alex resolve passar alguns dias na casa de Linda, pelo menos até seus pais chegarem para o enterro. Ele passa a interagir em seu cotidiano, ao mesmo tempo em que se envolve com a bela vizinha Maggie, que está acostumada a renegar seus sentimentos. Aos poucos eles mudam, e assim que a neve começar a derreter, a vida dos três não será mais a mesma. A trilha sonora é da banda indie Broken-Social-Scene, de linha experimental, que assina também a música do filme Half Nelson.”

:: UMA VERDADE INCONVENIENTE (An Inconvenient Truth), de David Guggenheim
“Visão estarrecedora e importante da cruzada de um homem para frear o progresso letal do aquecimento global, esclarecendo os equívocos relacionados à questão. Este homem é o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore, que, depois da derrota nas eleições de 2000, voltou à sua luta para livrar o planeta de um destino catastrófico. Uma Verdade Inconveniente traz argumentos persuasivos de Gore, que explicam que já não se pode tratar o aquecimento global como um problema político, mas sim como o maior desafio que se enfrentará neste século. Para exemplificar sua tese, o documentário mostra cenas de um episódio da série animada Futurama (“Crimes of the Hot”, de 2002, em que Gore é um dos personagens e cujo roteiro foi co-assinado por sua filha, Kristen), além da superprodução O Dia Depois de Amanhã (2004), de Roland Emmerich. O filme também menciona recentes catástrofes, como o tsunami na Indonésia e o Katrina em Nova Orleans. A trilha sonora é assinada pelo guitarrista Michael Brook, e a canção principal, “I Need to Wake Up”, é da cantora Melissa Etheridge.”

:: VOLVER, de Pedro Almodóvar
“Madri e os bairros de classe operária, onde migrantes de várias províncias espanholas dividem os sonhos com uma pluralidade de etnias e raças. No centro desse sistema social, estão três gerações de mulheres: Raimunda, casada com um desempregado sempre bêbado, sua filha adolescente Paula, sua irmã separada Sole, que sobrevive ilegalmente como cabeleireira, e Irene, a mãe das duas, que ressurge literalmente das cinzas. Ela morreu, junto ao marido, num incêndio no vilarejo de La Mancha, onde Raimunda e Sole nasceram. Irene reaparece primeiro para sua velha irmã. Mas quando esta também morre, ela passa a aparecer para os demais parentes, com quem tem pendências a resolver. Carmen Maura, uma das primeiras musas de Pedro Almodóvar, volta aqui a trabalhar com ele pela primeira vez desde Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988). Num forte elemento melodramático, o cineasta recorre a cenas da saudosa atriz Anna Magnani no papel de Maddalena Cecconi, do filme Belíssima (1951), de Luchino Visconti. Volver é também o nome do tango composto e interpretado por Carlos Gardel, presente na trilha sonora.”

:: CINE PARADISO NA VIDA REAL
:: PEQUENA MISS SUNSHINE: uma crítica atrasada, mas necessária
:: VOLVER: o retorno de Almodovar à comédia
:: OS INFILTRADOS: definitivamente o melhor filme do ano!
:: AMIGAS COM DINHEIRO: bacana, mas bem longe de sua proposta
:: O GRANDE TRUQUE: um ótimo filme, curto e grosso.
:: JOGOS MORTAIS 3: melhor que o segundo, pior que o primeiro...
:: O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS: sutileza é a palavra de ordem
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