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Artigo adicionado em 03/11/2006, às 12:56

O GRANDE TRUQUE: um ótimo filme, curto e grosso.
Batman, Wolverine e Alfred dando uma de Mandrake? Uia!

Por
Bruno "Benício" Fernandes


O cinema, de uns tempos para cá, não é mais sinônimo de novidade ou genialidade em relação aos roteiros. O diferencial é COMO essas histórias são contadas – e nesse caso, conseguimos selecionar alguns poucos nomes. Um desses é o de Christopher Nolan que, com um cenário não novo mas esquecido pela 7ª Arte, consegue desenvolver uma história aparentemente simples e cruel, para uma humanidade em tempos de globalização, mostrando que um roteiro como o de O Grande Truque (The Prestige – 2006), poderia dar pano para a manga. E deu.

No fim do século XV, Alfred Borden (Christian Bale) e Robert Angier (Hugh Jackman) são conhecidos respectivamente como “O Professor” e “O Grande Danton”, os maiores mágicos da Inglaterra…além de grandes rivais. Só que Borden e Angier já foram amigos na juventude, quando eram ajudantes de um mágico chamado Milton (Ricky Jay), junto com Julia (Piper Perabo), a assistente de palco e John Cutter (Michael Caine), o homem forte por trás das mágicas e por quem ambos tinham uma grande afeição.

O primeiro tinha uma facilidade incrível para desvendar os segredos dos outros mágicos, enquanto o segundo se esforçava ao máximo para ser equivalente. Mas uma fatalidade faz com que um se afaste do outro por alguns anos, até que Borden cria um truque inimaginável e que Angier fará de tudo para descobrir, tornando a superação profissional em uma obsessão para ambos os lados e envolvendo pessoas que aparentemente não tem a ver com a guerra particular, como a assistente de palco Olivia (Scarlett Johansson) e o físico sérvio Nikola Tesla (David Bowie), junto de seu ajudante Alley (Andy Serkis).

Quem será o maior de todos o mágicos? “O Professor” ou “O Grande Danton”?

Como dito no início, já é conhecido o trabalho impecável de Nolan, vide e Batman Begins. “O Grande Truque” é mais um para entrar nessa lista, não só pela qualidade técnica e pela dinâmica do filme que, apesar de ser não-linear, não tem pontas soltas, é enxuto e sem firulas cinematográficas, diferenciando a magia (algo fantástico) da mágica (um mero truque). Mesmo assim, o diretor consegue nos hipnotizar, pois coloca as respostas durante o decorrer de todo o filme e ao mesmo tempo nos ilude, mostrando os personagens de Bale, Jackman e Caine ou em ação ou explicando como certos truques funcionam, desviando nossa atenção da produção que foi baseado na obra do novelista Christopher Priest e roterizada por Nolan e seu irmão Jonathan Nolan.

Mas o assunto chama tanto a atenção que o ator Christian Bale pediu para o diretor um papel no filme, o que não é difícil nos dias de hoje para um novo queridinho de Nolan, assim como o veterano e sempre ótimo Michael Caine. Para Hugh Jackman, essa talvez seja a chance definitiva de sair da sombra do personagem Wolverine, que o lançou ao estrelato, e podendo alçar vôos mais interessantes em produções de futuro renome, já que a batalha dos mágicos se torna uma batalha de atuações entre os protagonistas e que é muito legal, com cada um tendo um momento de maior destaque no filme.

Por isso que, tecnicamente, o elenco se resume no dois atores e o restante se tranforma em participações especias, porém importantes. Piper e, mais uma vez, Scarlett são simplesmente a beleza da película, apesar de serem pontos de virada na trama. Mas qualquer outra atriz desconhecida, como Rebeca Hall que também está no filme, poderia fazer o que elas fazem. E nessas horas que ter nome e ser “gostosa” é que conta.

Caine é ótimo em qualquer papel (hã… oi! Alguém viu “Batman” aí?), só que a mais esperada das participações é do multimídia David Bowie, que volta aos filmes após um longo tempo e tendo como parceiro de cena o inusitado Andy Serkis (o Gollum, rapá!). Traduzindo: ruim não tem como ficar. Mas é bom não ficar alegrinho demais só porque o Stardust tá no filme, já que é apenas uma PARTICIPAÇÃO!

A verdade é uma só: a cada filme que passa, Nolan solidifica mais seu nome entre os jovens diretores mais competentes do cinema, criando bons roteiros, tramas bem amarradas e cativando um elenco que auxilia, sabendo o seu devido lugar.

Oscar?Ainda é cedo para dizer algo (apesar de achar que não tanto…), mas é certo que é um dos melhores filmes pós-Oscar.

::: CURIOSIDADES :::
– O personagem Nikola Tesla realmente existiu e era, além de físico, engenheiro eletricista e inventor. Ele é o criador da bobina de Tesla (para os aficcionados em alta-voltagem) e também responsável pela invenção dos circuitos trifásicos, utilizados na distribuição de energia elétrica. Ele nasceu em Smiljan, Áustria-Hungria (atual Croácia), em 9 de julho de 1856 e morreu em Nova Iorque, em 7 de janeiro de 1943. A ARCA também é cultura! 😛

– Na lista de performaces de Alfred Borden, nota-se o nome de Harry Dresden, que é um mago ficional de uma série de livros entitulados “The Dresden Files”, do escritor Jim Butcher.

– O ator Ricky Jay, que interpreta o mágico Milton, é realmente mágico, especialmente com cartas, e auxiliou Bale e Jackman na composição dos personagens em relação aos truques de prestidigitação e ilusão e no modo de se movimentar e pensar.

– O conto de Christopher Priest estava esngavetado, quando Nolan descobriu sobre o que se tratava. Acabou esperando passar por “Amnésia”, “Insônia” e “Batman Begins” até descobrir estar preparado para levá-lo ao cinema…

O Grande Truque (Título original : The Prestige) / Ano: 2006 / Produção: EUA e Inglaterra / Direção: Christopher Nolan / Roteiro: Christopher e Jonathan Nolan / História original: Christopher Priest / Elenco: Christian Bale, Hugh Jackman, Michael Caine, Scarlett Johansson, David Bowie, Andy Serkis, Piper Perabo, Ricky Jay e Rebecca Hall / Duracão: 128 minutos.

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