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Artigo adicionado em 09/11/2006, às 06:19

OS INFILTRADOS: definitivamente o melhor filme do ano!
Scorsese volta à velha forma em assunto que conhece de cor e salteado…

Por
Bruno "Benício" Fernandes


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Dou cinco segundos para quem está lendo se lembrar de três filmes bons sobre máfia. E tenho certeza que as respostas serão: O Poderoso Chefão, Os Bons Companheiros e Família Soprano (que nem fime é, mas você entendeu). Parece que, se procurarmos um sinônimo para máfia, a palavra é “itália” ou “italianos”, já que foi a organização criminosa mais conhecida do mundo.

O triste é que, quando algum filme aborda o assunto “máfia”, normalmente faz isso com uma história (se podemos considerar assim) super-rasa e em filmes do gênero ação, ou seja, “PUTA LIXO!”, como diria o sagaz R.Pichuebas. A diferença é que essas produções costumam falar das organizações criminosas do oriente, como a máfia chinesa e a sempre representada Yakuza.

Só que ninguém tem tanta familiaridade neste assunto como Martin Scorsese, vulgo “Sobrancelhas”, diretor da segunda das três produções citadas acima e que volta a dirigir um filme sobre mafiosos. Um pouco diferente, claro: Os Infiltrados (The Departed, 2006), que estréia nessa semana.

O departamento de Policia de Massachusetts combate há anos o crime organizado na cidade de Boston, liderado por Frank Costello (Jack Nicholson) e, para dissolvê-lo, o policial recém-formado Willian “Billy” Costigan (Leonardo DiCaprio) é convocado pela Divisão de Infiltrados, liderada por Oliver Queenan (Martin Sheen) e Dignam (Mark Wahlberg), para entrar na quadrilha de Costello e por ter crescido na periferia de Boston.

O que o departamento não sabe é que o próprio Costello também tem um infiltrado na polícia, e seu nome é Colin Sullivan (Matt Damon), um ambicioso policial que subiu de cargo muito rápido, admirado por Ellerby (Alec Baldwin), o chefe do departamento e que teve seus estudos pagos pelo chefão, que o considera como um filho.

Agora Costigan e Sullivan, que não se conhecem, terão que correr contra o tempo para descobrir primeiro quem é o informante de cada lado.

Já se vão 11 anos desde que chegou aos cinemas Cassino, último filme de Scorsese sobre a máfia, e de lá para cá seus filmes não tem dado muita felicidade para seu realizador, já que não ganhou nenhum Oscar significativo, como direção ou filme, em O Aviador e em Gangues de Nova York, produções que receberam muitas indicações e que no fim morreram na praia.

Com “Os Infiltrados”, a coisa parece mudar de figura, porque tudo ajuda. O legal dessa máfia é que o titio Sobrancelha mudou de foco. Trocou Nova York por Boston e italianos por irlandeses (claro!), dando um gás maior no gênero que se encontrava um pouco cansado. Mas as localidades das filmagens ficaram entre as duas cidades.

Essa mudança de cenário se deve pelo roteirista Willian Monaham, que tirou a idéia do roteiro de Conflitos Internos, um filme de Hong Kong que Monaham fez questão de não assistir para não ser influenciado e ambientou em sua cidade natal, o que torna mais interessante.

Mas a melhor coisa do filme é sem dúvida Jack Nicholson, que volta a fazer um papel que se transforma de normal, apesar de chefão do crime, para totalmente psicótico, com atitudes irracionais do personagem e atuação de primeira de um ator que há muito tempo é estigmatizado por fazer o mesmo papel há anos. Parece que o titio Torrance deve receber mais uma indicação ao Oscar…

E por falar em atuação, Leonardo DiCaprio é outra coisa surpreendente do filme, com uma ótima performance, fazendo uma pessoa estafada pela vida dupla que leva e surtando a cada dia que passa porque Costello continua na ativa. Matt Damon é aquele ator que cumpre o papel e pronto, nenhuma novidade do bom personagem. Martin Sheen faz o papel do “paizão” de Costigan, ajudando quando ele necessita e Mark Wahlberg e Alec Baldwin são a segunda melhor coisa do filme, por causa de um negócio: diálogos sarcásticos.

A película é recheada com esses tipos de diálogos. Wahlberg, Baldwin e também Nicholson deixam todos os personagens e também quem assiste sem graça ou morrendo de dar risada. São respostas inesperadas. Além do sarcasmo, o “Marky Mark” é o personagem mais ranzinza e chato da produção que acaba se tornando o mais legal. Claro, depois do Nicholson que é o mais louco.

O restante dos atores são para compôr o ambiente, como a pouco conhecida Vera Farmiga, o britânico Ray Winstone e o rotundo Anthony Anderson. Tenho certeza que só fez esse papel bobo para dizer que participou de um filme do sobracelhudo!

O que eu posso dizer depois de tudo isso é que “Os Infiltrados” é o melhor filme pós Oscar desse ano. Engraçado e cruel ao mesmo tempo, um elenco de primeira qualidade, as particularidades de Boston são visíveis pela ótima fotografia do filme e uma trilha sonora de primeira, além da música I’m Shipping Up To Boston do cantor Folk Woody Guthrie e com performance de Dropkick Murphys, que deu toda a pitada irlandesa para o filme! De Johnny Cash eu não sei nada, mas de Woody Guthrie… um pouco.

:: CURIOSIDADES

– O papel de Frank Costello foi oferecido primeiramente a Robert DeNiro, mas por causa da direção de seu filme, The Good Shepherd, ele foi forçado a desistir.

– Jack Nicholson recusou o papel no primeiro momento, mas uma conversinha com Scorsese e DiCaprio o convenceu.

– O motivo principal de Nicholson ter aceitad, foi por ter feito uma comédia atrás da outra e já estava na hora de fazer um vilão e Costello, segundo ele, era “a verdadeira encarnação do mal”.

– O papel de Queenan foi oferecido ao ator inlandês Gerard McSorley, mas ele pulou fora do projeto.

– Colin Sullivan seria feito por Brad Pitt, mas ele desistiu do papel e continuou só como produtor (Plan B).

– Para o papel de Madolyn, Scorsese queria uma atriz conhecida como Kate Winslet ou Hillary Swank. Mais tarde decidiu apostar em Vera Farmiga, um novo rosto.

– A palavra fuck e derivados foi dita 237 vezes, e a palavra cunt (uma forma vulgar de dizer vagina em inglês) foi dita 22 vezes durante o filme.

Os Infiltrados (Título original: The Departed) / Ano: 2006 / Produção: EUA / Direção: Martin Scorsese / Roteiro: Willian Monahan / Roteiro original de: Siu Fai Mak e Felix Chong / Elenco: Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Jack Nicholson, Mark Wahlberg, Martin Sheen, Alec Baldwin, Ray Winstone, Vera Farmiga e Anthony Anderson / Duração: 152 minutos.

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