A ARCA - A arte em ser do contra!
 
Copyright e direitos. Política de Privacidade Dê aquela força para nós d´A Arca ajudando a divulgar o site! Press-Releases e mais informações para veículos de comunicação Mais informações sobre aqueles que fazem A Arca A ARCA oferece várias maneiras para você divulgar sua marca! Clique aqui! TRECOS: Brinquedos colecionáveis e toda tranqueira relacionada! Tem até chiclete aqui! CARTUCHO: Videogames e jogos de computador e fliperamas e mini-games e... SOFÁ: É da telinha que eu estou falando! Séries de TV, documentários... e Roberto Marinho não está morto, viu? ACETATO: Desenhos animados, computação gráfica... É Disney, Miyazaki e muito mais! RPG: os jogos de interpretação que, na boa, não matam ninguém! PIPOCA: Cinema na veia! De Hollywood a Festival de Berlim, com uma parada em Nova Jérsei! GIBI: Histórias em Quadrinhos, Graphics Novels... é, aquelas revistinhas da Mônica, isso mesmo! Tutu Figurinhas: o nerd mais bonito e inteligente dessas paragens destila seu veneno! RADIOLA: música para estapear os tímpanos!
Artigo adicionado em 13/11/2006, às 11:14

Review ::: CD ::: OCTAVARIUM (Dream Theater)
Esta é pra você, El Cid! 🙂

Por
Emílio "Elfo" Baraçal


Olha, é complicado analisar este álbum. Quem me conhece sabe que sou vidrado no trabalho dos caras. E quem conhece o som deles sabe que eles mudam bastante de um álbum para o outro. O When Dream and Day Unite é o embrião daquilo que a banda iria se tornar, bem diversificado, com o peso e feeling nos momentos certos. Images and Words é a consagração, bem mais progressivo e íntimo do que o anterior. Awake é o amadurecimento da banda em questão de heavy metal, com um ganho de peso bem evidente. Falling Into Infinity é a ovelha negra. Devido ao conteúdo muito pop, nem todos gostaram. Eu adorei mesmo assim, embora não seja meu preferido. Metropolis Part II – Scenes From a Memory é o ápice do progressivo. Nenhum álbum consegue ser mais diversificado do que este. Já Six Degrees of Inner Turbulence é um apanhado de boas idéias transformadas em música, em um momento de grande inspiração que poucas bandas conseguem alcançar. Em Train of Tought, os músicos flertam com o new metal, o que fez alguns torcerem o nariz devido ao Dream Theater nada ter a ver com o estilo. Além disso, também é o álbum mais sombrio e pesado da banda.

Octavarium é uma mescla de tudo isso. Tudo o que eles já fizeram antes, aparece nesse álbum. Dá até a sensação de que eles estão tentando colocar num trabalho só uma retrospectiva da carreira. E nenhuma passagem de um álbum para outro foi tão contraditória. O anterior, “Train of Tought”, é sombrio e pesado. “Octavarium” é leve e alegre. Em “Train of Tought”, há guitarra demais e teclado de menos. Em Octavarium é justamente ao contrário. Pra se ter uma idéia, o primeiro grande solo de guitarra só vai aparecer na quinta música, sendo que o álbum tem oito faixas. Ainda assim, não deixa de mostrar John Petrucci como um músico mais do que competente e também inspirado.

Devido ao choque que geralmente é a passagem de um álbum para o outro e também ao fato de um trabalho do Dream Theater nunca parecer com algo que eles já fizeram antes, tomei um susto quando ouvi este novo. Sei lá, de começo parecia empolgante, mas depois de algumas audições, tornava-se estranhamente enfadonho. E depois voltava a ser bem legal. Cheguei até a pensar que “Octavarium” era uma grande porcaria. E talvez seja. Ou talvez não. Eu sempre levo um bom tempo para digerir um novo álbum dos caras. Nunca curto logo de começo. Sempre tive que me acostumar aos poucos a cada nova proposta. E Octavarium é justamente o álbum que está me dando mais trabalho em relação a isso. É fato de que eu ainda não me acostumei a ele e não sei quando isso vai acontecer.

Há gente que torce o nariz para as músicas deles, chamando-as de chatas, intermináveis, piruliteiras e o que mais puderem qualificar o estilo progressivo que se tornou sua marca registrada. Creio que as pessoas que dizem isso terão que mudar de idéia em relação a “Octavarium”. Ao menos, na maioria dos momentos. Apesar da faixa-título ter por volta de seus 24 minutos, se levarmos em consideração as outras músicas, temos uma média entre 7 e 8 minutos para cada uma delas, o que é bem rápido se pensarmos que estamos falando de Dream Theater, que costuma compor coisas com 12, 14 minutos.

Embora ainda estejam meio progressivas, as músicas estão nitidamente com menos carga nesse estilo. Está mais audível para quem nunca se acostumou com esse tipo de som. Estão mais comerciais, bem menos impossíveis de se tocar. Há muito mais feeling do que técnica, coisa que nunca aconteceu antes, já que a banda sempre equilibrava os dois lados.

A primeira faixa, The Root of All Evil, é de longe a minha preferida. Pesada, ágil, empolgante e com um trabalho vocal tão pegajoso que é impossível não sair cantando junto, principalmente no refrão. As minhas músicas preferidas da banda sempre tiveram essa característica, vide que adoro Pull Me Under, Lie, The Glass Prison e As I Am. É séria candidata a carro-chefe do trabalho. É tão espetacular que nem tem muito o que comentar sobre ela.

Já a segunda, The Answer Lies Within é algo que me deixa sem saber o que pensar. Ela é tão pop e quase sem clima progressivo que poderia facilmente figurar em um álbum do U2. É claro que você só perceberia que é Dream Theater devido aos vocais de James Labrie. E como não gosto de U2, talvez essa música seja um dos motivos pelo qual estou há um bom tempo ás vezes gostando e ás vezes desgostando de “Octavarium”. Confesso, no fundo, a música é até bonita, mas não consigo escutar e crer que é Dream Theater. Não é uma música que eu deixaria no repeat do meu aparelho de som, ao contrário de todas as outras da banda. Há algo de muito estranho nisso tudo, ao menos, pra mim.

Logo depois, entra These Walls. Aqui já começa a aparecer mais a característica progressiva da banda, embora sem grandes solos de guitarra ou mesmo bateria. O que predomina é o conjunto, onde talvez o único instrumento que mais se sobresaia em relação aos outros seja o teclado de Jordan Rudess, extremamente inspirado. Eu gostei bastante dessa música, embora eu ache que as melhores partes sejam justamente quando a música ganha peso, como por exemplo, no refrão e no final.

Já a quarta faixa, I Walk Beside You, volta o lado pop, embora bem menos do que em The Answer Lies Within, conservando ainda boa parte da veia progressiva dos caras. Porém, ainda enxergo muita influência de U2 também nesta música, misturado com (pasmem) Bon Jovi. Sim, é isso mesmo que você leu. E não, também não gosto de Bon Jovi. Talvez, junto com a faixa-título, talvez seja Walk Beside You e “The Answer Lies Within” os momentos baixos do álbum. Na boa, duas músicas como momento baixo de um álbum do Dream Theater é muito. Além disso, por incrível que pareça, está é a menor música do álbum, não chegando nem a quatro minutos e meio. U2 + Bon Jovi + música curta. Mais comercial e pop do que isso, impossível.

Porém, pra espantar os fantasmas de “I Walk Beside You”, aparece Panic Attack, favorita de muita gente que já teve a oportunidade de escutar o que o Dream Theater fez de novo. Rápida, pesada, progressiva, com um solo de guitarra matador (como eu disse antes, o primeiro de todo o álbum!) e com a batera de Portnoy surtando em todos os cantos, é o bom e velho Dream Theater em toda sua forma e maturidade. Não consigo parar de cantar a letra dessa música.

Quer o velho e bom Dream Theater mesmo de volta? Então toma: Never Enough consegue dar isso a qualquer fã que se preze, embora, como eu escrevi no começo da crítica, bem menos progressivo do que nunca. Digamos que nessa faixa, eles equilibram bem o lado progressivo com o lado “U2/Bon Jovi”, não se tornando enjoativo demais e nem muito aquilo que já fizeram antes. Apesar de arrebentar em tudo o que fez até o momento no álbum, aqui Labrie não está tão inspirado, sendo o instrumental a melhor coisa.

Já a sétima música, Sacrificed Sons, é junto com “The Root of All Evil”e “Panic Attack”, uma das melhores coisas do disco, formando um trio imbatível. Tem momentos sinistros e introspectivos como em Disappear ou Space-Dye Vest, de trabalhos anteriores, mas também apresenta uma melodia tremendamente surpreendente equilibrada quando atinge seu ápice. É simplesmente impossível parar de cantarolar a melodia dessa música (culpa mais uma vez do teclado de Rudess) ou mesmo a letra que compõe seu refrão.

Agora chega o momento mais complicado de se analisar. Para a grande maioria dos fãs (e isso me inclui), não existe música do Dream Theater melhor do que A Change of Seasons. E essa é uma música que tem pouco mais de 23 minutos, num épico que alterna progressivismo, momentos tristes, alegres, pesados, romãnticos e tudo mais que você puder imaginar. É uma miríade, um caleidoscópio de sentimentos enorme. E a música que dá o nome ao novo álbum, Octavarium, tem cerca de 24 minutos. E não consegue o mesmo feito. Ao contrário de “A Change of Seasons”, que te pega logo de primeira e faz você não sentir nem um pouco seus 23 minutos passarem, Octavarium é lerda. Mesmo.

E talvez seu começo seja a pior parte. São quase cinco minutos de melodia pouco inspirada e que chega a dar sono. Esse começo pouco chega a empolgar e quando parece que vai acontecer, não dura muito. E apesar de depois desses cinco minutos de introdução passarem e a música realmente começar, você pensa que ela vai engatar. E não acontece. Pelo menos durante um bom tempo. Ás vezes chego até a pensar que este começo é descartável. O que vale mesmo nessa faixa é quando a música finalmente pega no tranco, o que vai acontecer bem depois de sua metade. E mesmo assim, sem o carisma de muitas outras coisas que a banda já compôs. A melhor coisa mesmo da música é o vocal de James Labrie, que aí tenho que dar o braço a torcer: maravilhoso. Fora isso, não tem muito que acrescentar não.

Quero frisar mais uma vez que o Dream Theater é uma banda que muda muito de álbum para álbum e que eu, particularmente, sempre levo um tempo para me acostumar com um novo trabalho. Não sei como este novo som vai entrar nos meus ouvidos e no meu coração futuramente, mas atualmente, tudo o que sinto ao ouvi-lo é o que está aqui. Não chega a ser de todo ruim, mas também não está perto de álbuns como “Images and Words”, “Scenes From a Memory” e “Six Degrees of Inner Turbulence”, mas é melhor do que “Falling to Infinity” e “When Dream and Day Unite”. E também é melhor do que muitos álbuns da maioria das bandas cultuadas pela mídia e que se acham as maiorais. Talvez este seja um trabalho de transição para um amadurecimento ainda maior no futuro. Ao menos, é o que parece. Concentrando-se nas composições e com menos pretensões, o grupo mostra que acima de tudo, é formado por ótimos músicos e não apenas virtuoses como alfinetam alguns.

::: CURIOSIDADES :::

– É o oitavo trabalho de estúdio oficial da banda (sem contar “A Change of Seasons”, que é praticamente uma demo, já que é apenas uma música original acompanhada de várias covers), e o número 8, que é o que dá a base do nome é levado muito em consideração em todo o álbum. Por exemplo, em uma das músicas, há o som de um sino logo no começo e ele é soado oito vezes. Muitos riffs, passagens e outros trechos de composição são feitas oito vezes.

– O número 8, deitado, é o símbolo do infinito. O término de uma música é o começo de outra e “Octavarium” termina com a mesma nota musical que começou. É possível notar também que o arranjo final do álbum é o mesmo do começo. Além do mais, se ainda não bastou, se ouvi-lo em um PC, você nem vai notar que o álbum acabou, pois quando Octavarium acaba, está programado para rodar “The Root of All Evil”, recomeçandoo álbum e dando uma senhora sensação de que o disco nunca termina. Além disso, o tempo das músicas foram compostas em seqüência, ou seja, a primeira música está em 1/8, a segunda em 2/8 e assim por diante.

– Alguns fãs e jornalistas do meio estão tentando desvendar as mensagens secretas no álbum. Várias teorias estão se formando e tudo tem um grande sentido se pararmos para analisar. Tudo gira em torno dos números 5 e 8. Cada música fala dos defeitos da humanidade. “The Root of All Evil” fala, por exemplo, sobre os vícios, as drogas, etc. Já “The Answer Lies Within” fala sobre a falta de confiança em si mesmo. Na última música, “Octavarium”, eles dão um resumo de todas essas características e citam outros cinco que representam as coisas boas: lealdade, confiança, fé, desejo e amor. Mas… e qual seria relação disso com o encarte, por exemplo? A frente (capa) mostra o Pêndulo de Newton com as bolas e cinco pássaros voando. Como sabem, as duas bolas das extremidades (que estão levantadas) indicam que quando elas baterem, irão parar, ou seja, levando em consideração a interpretação das músicas, são os defeitos acabando e os pássaros representam as cinco coisas boas, livres, em liberdade. Porém, há uma mulher, que até o momento permanece uma incógnita seu significado. A foto do polvo e dos peixes no encarte mostra cinco peixes tentando fugir de um polvo, que representa os oito defeitos. Já a aranha no labirinto é fácil, se notar, há cinco caminhos no labirinto e quantas patas tem uma aranha? Bingo. A aranha tentando seguir por caminhos que não existem (já que o labirinto na foto não há saída), numa metáfora sobre o homem não ser perfeito e que não consegue se livrar dos oitos defeitos. A bola de bilhar é a de número oito, certo? Porém, na bola de bilhar, há o reflexo da bola branca, que encaçapa todas as outras bolas, mais uma vez representando toda essa teoria. Já o menino com o telefone feito de lata pode significar a última frase do álbum, onde diz “this story ends where it begins” (essa história termina onde começa), falando sobre o ciclo que o CD faz ao não terminar nunca. Assim como a mulher, os dominós possuem várias teorias, mas ainda nenhuma com muita credibilidade.

Line-up:
James Labrie – Vocal
John Petrucci – Guitarra
John Myung – Baixo
Jordan Rudess – Teclado
Mike Portnoy – Bateria

Tracklist:
1. The Root of All Evil
2. The Answer Lies Within
3. These Walls
4. I Walk Beside You
5. Panic Attack
6. Never Enough
7. Sacrificed Sons
8. Octavarium

Gravadora:
Warner Music

:: Review ::: DVD + CD ::: USED & ABUSED - IN LIVE WE TRUST (In Flames) - sem inagens
:: Review ::: DVD ::: THE ARSENAL OF MEGADETH (Megadeth) - sem imagens
:: Review ::: DVD ::: R30 - 30TH ANNIVERSARY WORLD TOUR (Rush) - sem imagens
:: Review ::: Show ::: EDGUY (Credicard Hall - São Paulo/SP - 03/11/2006)
:: Review ::: Show ::: LIVE 'N' LOUDER ROCK FEST (Anhembi - São Paulo/SP - 14/11/2006)
:: Review ::: CD ::: A TWIST IN THE MYTH (Blind Guardian)
:: Review ::: CD ::: WOLFMOTHER (Wolfmother)
:: Review ::: CD ::: CUBANAJARRA (Velhas Virgens)
:: Review ::: CD ::: ROCKET RIDE (Edguy)
:: Review ::: CD ::: 25 TO LIVE (Grave Digger)
>> Mais materias AQUI!

Quem Somos | Ajude a Divulgar A ARCA!
A ARCA © 2001 - 2007 | 2014