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Artigo adicionado em 10/11/2006, às 12:08

Review: THE BOYS 1 – 3
Sujeira das maravilhas

Por
Rodrigo "Machine Boy" Parreira


A primeira coisa que você deve saber deste título: quem escreve é o autor Garth Ennis (Preacher). Sim, aquele fascinado em desvirtuar religiões e que adora fazer histórias onde anjos e demônios sempre têm relações sexuais e rebentos. Entendeu? Então você sabe o que pode esperar deste título? Tudo! Pois para Ennis não tem limite. E agora ele parte para um ambiente que explorou um pouco na hilária The Pro – onde uma prostituta ganha poderes e vira uma dublê de heroína -, estamos falando do populoso mundo dos heróis. Garbosos, bonitos, poderosos… Mas com uma coisa a mais, falta de caráter e escrúpulos, além de orgulho ao extremo, egocentrismo e perversão – sexuais ou não – sem limites.

Sim, os heróis nesta ótica do autor, se gabam tanto dos seus poderes, e das varias vezes que salvaram a bunda da humanidade, que não levam mais nada em conta. Eles estão lá para agir, caçar vilões, impedir catástrofes, e não importa o que estiver no meio, saia do caminho, ou eles passam por cima. E no cansaço de ver tanto sangue neste caminho heróico, que algumas pessoas “normais” resolvem agir. Eles estão se agrupando, para tornar a vida destes heróis mais difíceis, nem que para isto tenham que jogar o governo ou até mesmo a opinião publica contra eles. E para isto eles têm que ser frios, sem inescrupulosos e inteligentes mais que os heróis, e serem extremamente perigosos.

Estas primeiras edições são visadas no personagem Mate – que é extremamente parecido com o ator Simon Pegg (Todo Mundo Quase Morto) – que estava no ápice de sua vida. Estava comemorando o seu noivado com sua amada, quando se deparou apenas com os braços de sua amada com ele, pois o resto do corpo tinha sido esmagado num muro junto com um vilão. Pois o pobre coitado e sua noiva, acabaram entrando no caminho da luta entre um herói velocista e seu vilão, e o herói nem se importou com quem estava no meio e meteu um supersoco no vilão que levou a amada de Mate em seu caminho. Após este acontecimento traumatizante, ele virou o mais novo interesse na organização anti-herói. Estas edições iniciais são todas mostrando o recrutamento dele, e a organização querendo provar para ele, por que ela existe.

E a cada edição você fica de boca aberta com os acontecimentos, se você não é muito ligado em sangue e violência, passe bem longe deste título. Para mim, uma das cenas mais chocantes e ao mesmo tempo e hilária, é quando é mostrada uma espécie de satélite da Liga da Justiça, onde uma nova cara na equipe, uma heroína, está toda contente falando de como estava feliz em entrar na equipe e tudo mais. E o líder da equipe acaba falando para ela que tem que passar por uma espécie de teste, e abaixa as calças e pede para ela fazer um trabalhinho sujo. A finalização desta cena é ainda mais chocante do que você pensa. Louco Ennis.

Concluindo, esta revista é perfeita para quem gosta de histórias sujas, mas com roteiros, e que não tenham problemas em ver cenas inesperadas – o que inclui até um cachorro tarado – e às vezes chocantes demais. A revista vai do sério para o non sense em diferenças de quadrinhos. E vem com o padrão Ennis. Arte do parceiro do autor nas minisséries do “Nick Fury”, o desenhista Darick Robertson.

The Boys 1 – 3 / Ano: 2006 / Editora: DC/Wildstorm (E.U.A.) / Roteiro: Garth Ennis / Desenhos: Darick Robertson / 22 páginas.

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