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Artigo adicionado em 14/09/2014, às 02:00

A ARCA, Eu Te Amo.
Treze anos, mas com um corpinho de piada horrível.

Por
Os Master

Os Arqueiros

Os Arqueiros (ano desconhecido)

A cidade era a bela e pacata Santos, complementada pela ponte rodoviária diária rumo a São Paulo. E os protagonistas desta história, no caso, éramos nós. Julio, Paulo e Thiago, muito prazer. Talvez você se lembre de nós. Nós, no caso, éramos uma trinca de nerds teimosos, criados à base de muita cultura pop – que descobrimos bem antes da internet existir, reunidos com amigos que eram fanáticos por cinema, quadrinhos, série de TV. E o pouco de informação que conseguíamos sobre as novidades vinham de revistas gringas como a Wizard – que, rapaz, era bem difícil de encontrar. Sabe, revista? Um negócio impresso, que você não vê no computador e tem que virar as páginas para ler? Pois é.

Criamos um site. Se você está lendo este texto, já deve ter imaginado. Existe toda uma lenda na comunidade santista a respeito dos motivos que levaram à escolha do nome – alguns, inclusive, envolvendo uma certa nave do desenho dos Transformers – mas a gente não confirma nada. Sacumé, para manter toda a mística da coisa. Nascia ali, entre pipocas no Cine Roxy e piadas de gosto duvidoso em ônibus fretados, um site chamado A ARCA. Com tracinho.

Hoje, quando falamos de sites de cultura pop, podemos citar dezenas de exemplos, para todos os gostos e tamanhos. Mas na época em que A ARCA foi ao ar, meus lindos, o negócio não era fácil, não. As assessorias de imprensa simplesmente fingiam que a gente não existia, as grandes produtoras/distribuidoras de cinema não nos davam muito espaço (“este tipo de cobertura nós reservamos apenas para grandes publicações impressas, internet ainda não é o foco”, nós chegamos a ouvir, imagina só), anunciantes não estavam nem um pouco interessados. Divulgação? Tudo na unha – e sem redes sociais, gente. Facebook e Twitter era nada além de um sonho beeeeem distante. Site? Não existia WordPress, foi tudo feito com muito sangue, suor, lágrimas e café por nós mesmos. E não tínhamos grana. Nada. Nem um centavo. Quando o site começou a se pagar e paramos de gastar dinheiro com ele, comemoramos e quase nos beijamos. Quase.

Mas a gente seguia assim mesmo. Porque, já disse, nós éramos uma trinca de sujeitos bem teimosos.

Aliás, minto. Trinca nada. Nós éramos um grupo bem grande de gente divertida, inteligente, talentosa – e meio brigona, vá. Tinha o especialista em quadrinhos boa praça, o cinéfilo indie com um humor sagaz e afiado, o xiita da cultura pop que sabia até a cor da cueca dos criadores do Superman, a maluquinha tecnicolor que trazia o doce sabor retrô (antes mesmo da palavra virar hype) e até aquele cara que era fã dos irmãos Coen, que achava que era avulso, mas que tinha uma importância imensa para que tudo aquilo acontecesse.

Escrevemos resenhas memoráveis, em formatos diferentes e experimentais, forçando nossos próprios limites. Arrumamos confusão com uma cineasta brasileira, que ficou louca da vida com a crítica que escrevemos a respeito de um dos seus filmes. Cultivamos nossos próprios trolls na área de comentários, antes mesmo de grandes portais sonharem com o surgimento desta praga – e a gente lia todos, respondia grande parte, discutia, ficava puto, mas nos tornamos até amigamos de alguns deles. Deixamos os fãs de Harry Potter magoados (não nos odeiem, faz parte). Fomos hackeados e passamos a conversar com o hacker, fã de Yu-Gi-Oh, usando mensagens no código da página. Fomos cobrir eventos achando que seríamos reconhecidos e ninguém nos deu a menor pelota – mas colecionamos gargalhadas mesmo assim.

Tratamos a cultura pop com humor, com irreverência, com um toque de rebeldia, até. Mais do que o Caetano, que arrancou a caceta da gravata.

A ARCA foi algo tão lindo que deu até em casamento entre dois integrantes, vejam só (Oi, Ju! Oi, Fran!).

Mas o site acabou. Chegou ao fim. E não porque nos desentendemos e foi um pra cada canto. Mas porque…acabou. Porque não dava mais. Porque a gente precisava seguir em frente. Porque precisava acabar. Acabou no topo.

Temos muito orgulho de tudo que fizemos. Porque, gostem azinimiga ou não, nós fizemos história. E é exatamente por isso que, no dia do aniversário do site, a gente quer celebrar. Deixando esta história aberta para que todos possam ler, reler, consultar, vibrar ou mesmo dizer “caceta, eu lia mesmo este diabo deste site?”. Lia sim, não minta.

Influenciamos muita gente boa. Tem muito blogueiro da moda aí que começou lendo A ARCA e não admite. Mas tudo bem. Crescemos muito fazendo este site. Porque esta foi, sim, uma história de amor. Não, não era apenas um site de quadrinhos, de cinema, de games. Tudo isso eram coisas que a gente adorava. Mas A ARCA… cara, a gente amava esta porra. A gente fazia porque a gente amava o site. E porque a gente se amava.

Esta é, no fim das contas, uma declaração de amor.

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