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Artigo adicionado em 09/04/2003, às 09:44

REVIEW: The Legend Of Zelda – The Wind Waker
Todo jogo tem uma história, mas somente um é uma lenda!

Por
Julio "R.Pichuebas" Almeida


Para muitos, a série The Legend Of Zelda é considerada uma das melhores do mundo dos games pelo seu equilíbrio entre jogabilidade, gráficos, história e a mais pura diversão. Mas desde agosto de 2001, quando foram mostrados os primeiros vídeos e imagens do mais novo capítulo da saga, os fãs se dividiram quanto ao jogo. Alguns, não acreditando no que estavam vendo, duvidavam que chegaria aos pés dos dois últimos jogos, Ocarina of Time (N64/1998) e Majora’s Mask (N64/2000), que se tornaram clássicos instantâneos. Outros, como o pessoal daqui da Arca, acharam a mudança de um estilo sério, adulto, para um estilo mais “chibi” (modo japonês de se desenhar com personagens cabeçudos e fora de proporção) uma mudança muito bem vinda que se encaixava perfeitamente na série, tendo a certeza que não ficariam desapontados. Mas a pergunta principal ainda continuava na cabeça de todos: seria um jogo digno da série?

No dia 24 de março de 2003, ela foi finalmente respondida: The Legend Of Zelda: The Wind Waker para o Nintendo GameCube, o nono jogo da série, será considerado por muitos como o melhor jogo dessa saga que começou em 1987 no Nintendinho. Com um mundo enorme, personagens secundários cheios de personalidade, design de dungeons incríveis com puzzles desafiadores e uma história cheia de viradas de trama, The Wind Waker, junto de Metroid Prime, se tornou um dos motivos para se ter um GameCube.

::Então dessa vez ele tem uma irmã, hein?::

Nossa aventura começa no aniversário de Link, cem anos depois dos eventos mostrados em Ocarina of Time. Segundo uma tradição em Outset Island, o lar de nosso amigo, quando os meninos chegam a uma determinada idade ganham uma roupa igual ao de um herói lendário que surgiu para acabar com as forças do mal há muito tempo atrás. Os moradores têm a esperança de que um dia apareça um novo herói, já que as notícias que o vento trás não são muito animadoras…

Mal Link ganha a roupa comemorativa de sua vó, ele vê uma ave gigantesca carregando alguém, seguida de um barco pirata que atirava balas de canhão numa tentativa desesperada de resgate. Quando conseguem finalmente atingir a ave, Link a vê soltar a pessoa, deixando-a cair em algum ponto de Outset Island. Como todo bom herói, Link tenta descobrir se está tudo bem. Após achar e conhecer Tetra, líder dos piratas, a ave gigante volta e captura sua irmã Aryll bem diante de seus olhos. Agora Link deve deixar o seu lar e partir em busca de sua irmã, mal sabendo os perigos e aventuras que lhe aguarda.

::Legend Of Zelda: The Animated Series::

Motivo de tanta polêmica, os gráficos de The Wind Waker dão um show à parte, mostrando o porque desse ser considerado o melhor jogo a usar cell shading (modo de renderização que “chapa” modelos em 3D, apresentando-os como se fossem modelos 2D). Locais que, na falta de palavras, só podem ser descritos como “absolutamente maravilhosos”. Cheios de vida, é possível observar eventos a enormes distâncias graças a itens como o telescópio. O mar, outro ambiente importante do jogo, também é muito bem feito com ondas, ilhas, pássaros e tudo mais que se tem direito. Isso sem nem entrar em detalhes quanto aos personagens secundários, inimigos e aos enormes chefes principais, todos com movimentos cartunescos, modelos detalhadíssimos, ótimas expressões faciais e até mesmo sombra própria. Ver esse jogo em Progressive Scan, modo de exibição suportado pelos modelos mais novos de televisores, é simplesmente de cair o queixo.

Mas embora seus gráficos devam ser considerados um dos pontos mais fortes do jogo, eles ainda são a sua maior maldição. Vários fãs da série ainda não se conformaram com a mudança de estilo e jogadores casuais, em tempos de jogos mais realistas como Soul Calibur e Dead or Alive, podem ser levados a nem mesmo dar ao jogo uma chance por passar uma falsa sensação de ser um jogo infantil. É uma pena, mas deve ser levado em consideração.

::Os gráficos mudaram, mas o controle…::

Sabe aquela frase “Em time que está ganhando não se mexe”? Parece que a Nintendo a levou a sério. A jogabilidade continua a mesma dos jogos de Nintendo 64, com uma pequena mas significante diferença: Dessa vez o Overworld (cenário principal que liga todas as dungeons) é um vasto oceano azul que deve ser cruzado em um barco, sendo possível encontrar ilhas e locais escondidos pelo meio do caminho. As dungeons continuam com seus tradicionais desafios que devem ser resolvidos através de mágica, lógica ou até mesmo uma bela espadada certeira e a maneira de como Link é controlado lembra muito Ocarina of Time, o que não deixa de ser uma boa coisa.

As principais mudanças de controle ocorreram no momento em que se encontra um inimigo. Além dos já conhecidos golpes de espada, agora animados de forma espetacular, o jogador é capaz de fazer alguns movimentos especiais apertando o botão A no momento certo, fazendo com que Link se defenda de um golpe ou até mesmo dê a volta para atacar seu inimigo pelas costas.

O jogo pode ser considerado fácil para jogadores mais experientes, podendo ser terminado em aproximadamente 20 horas, mas jogadores insistentes que fizerem todas as subquests podem levar o dobro disso, obtendo o máximo de diversão desse jogo.

::Armas antigas, novas e melhoradas::

Além dos rupees, a moeda corrente no mundo de The Legend of Zelda, todos os itens que já apareceram na série voltaram, sejam melhorados, com novas funções ou até do mesmo jeitão de sempre. Dos melhorados, o destaque vai para o bumerangue, agora capaz de travar até cinco alvos diferentes (algo com o Batrangue em Batman – O Retorno), e o gancho, que pode ser usado como arma, corda para alcançar outros lugares e até mesmo para roubar objetos de outros inimigos, uma inovação na série. Roubar armas de outros inimigos é divertido demais, já que cada um apresenta uma animação especial quando isso acontece, seja de raiva por ter perdido sua espada ou de medo por perceber na encrenca em que se meteu.

Dos itens novos, destaque para a Deku Leaf, uma folha de árvore que pode ser usada para gerar uma pequena ventania quando abanada ou para flutuar em correntes de ar como se fosse uma asa delta. O item principal do jogo é o Wind Waker, uma batuta parecida com as normalmente utilizadas para conduzir músicos, utilizada para conduzir o vento e assim alterar o mundo de Link das mais diferentes maneiras.

::Tingle contra-ataca!::

Com certeza, o Tingle Tuner é uma das inovações mais legais nesse jogo. Tingle, um homem-fada beeeeem estranho que deu as caras pela primeira vez no jogo Majora’s Mask volta em The Wind Waker para dar uma mãozinha (ou uma bela dor de cabeça) ao nosso amigo Link. Para acessá-lo, primeiro é necessário achar um item chamado “Tingle Tuner” no jogo. Depois é necessário conectar fisicamente um Game Boy Advance sem nenhum cartucho em uma das entradas de controle do GameCube através do cabo Game Link. Após estabelecer a comunicação entre os dois jogos, um quadrado roxo aparecerá no chão, podendo ser controlado por um segundo jogador através do GBA.

Controlando Tingle, o segundo jogador pode descobrir segredos como tesouros escondidos, rupees e itens exclusivos, ajudar Link a alcançar plataformas que estão fora de seu alcance através do seu balão e, por uma quantia módica de alguns rupees, comprar itens para recuperar energia vital e mágica e soltar bombas para matar alguns inimigos, desbloquear caminhos ou até mesmo acabar com a vida do próprio Link! Além disso tudo, Tingle oferece diversas dicas e informações úteis para o jogador desde como solucionar um problema até curiosidades sobre o local onde Link se encontra, aumentando ainda mais a diversão.

::De graça, até injeção na testa::

A Nintendo, para ajudar nas vendas do jogo, resolveu criar um programa de pré-venda bem legal junto com as lojas. Para cada cópia reservada o cliente receberia totalmente grátis um disco com dois jogos: o mega-sucesso Ocarina of Time e Ocarina of Time: Master Quest, uma versão “remixada” de Ocarina, com novos inimigos e puzzles novos e bem mais difíceis. Embora os dois jogos não apresentem nenhuma melhoria gráfica em relação às suas versões originais do Nintendo 64 além de rodar em alta resolução e de ter um framerate mais balanceado, Zelda bateu todos os recordes de pré-venda nos Estados Unidos e Japão. Esperamos que esta não seja a única vez que a Nintendo faça isso. Precisamos de F-Zero X!

::Comentários Finais::

The Legend Of Zelda: The Wind Waker é um ótimo jogo. Embora tenha existido uma visível preocupação com a história criando um roteiro mais original do que os dos últimos jogos e já que a jogabilidade sempre foi o ponto forte na série, ela ainda não é nada complexa e bem fácil de ser acompanhada, sendo uma ótima diversão do início ao fim. Parabéns ao Líder de Projeto Eiji Aonuma, que conseguiu criar um jogo capaz de nos sugar a um universo cheio de magia e aventuras e nos distrair por um tempo das notícias sobre um certo presidente texano. Jogo altamente recomendado pela Arca para os donos de GameCube e uma ótima desculpa para se comprar um.

:: Entenda a complicada cronologia da Lenda de Zelda

:: REVIEW: The Legend Of Zelda - The Wind Waker
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