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Artigo adicionado em 14/11/2006, às 07:34

RUNAWAY BRAIN: o curta-metragem esquecido do Mickey Mouse
Mééééééééééneeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee…

Por
Paulo "Fanboy" Martini

::: Veja aqui o curta RUNAWAY BRAIN, direto do You Tube

Aqueles que sempre lêem minhas matérias sobre animações sabem o quanto eu sou fã abobalhado de toda obra que o tio Walt Disney criou, e também de seu grande legado, a verdadeira referência para qualquer um que queira trabalhar com animação. Mesmo assim, o sagaz e sem emoções do Benício, colaborador sumido e que aos poucos volta à vida aqui n´A ARCA, sempre enche meus pacovás toda vez que eu comento alguma coisa sobre as animações da Disney. Como assim? Bom, a expressão “fã de merda” (cuidado, crianças, não usem esse tipo de palavreado na frente de seus pais) surge direto da boca desse nerd, já que, para um fã tão declarado de Disney, eu tenha cantado de galo muitas vezes sem sequer ter vistos os grandes clássicos: A Branca de Neve e os Sete Anões, por exemplo, só consegui ver há uns 4 anos, mais ou menos. E é por isso que, ter descoberto o curta-metragem animado Runaway Brain há apenas alguns dias, me deixa muito pê da vida. E o pior: nem fui eu quem descobriu!

Explico: era noite do dia 31 de outubro (isso mesmo, Halloween. Bizzaro, não?). Estava eu no moquifo do R.Pichuebas (um moquifo muito bacana e limpinho, se me permitem dizer), conferindo meus emails e verificando as últimas notícias do dia, quando ele me pergunta se eu conhecia um curta animado do Mickey Mouse chamado “Runaway Brain”. Fiquei com cara de ponto de interrogação, e respondi que nunca tinha ouvido falar disso. Ele também não conhecia, e tinha acabado de achar esse curta no santo You Tube. Pichuebas, que também é fã do camundongo, tascou logo o vídeo para baixar. Mesmo com a qualidade capenga da imagem, ficamos simplesmente maravilhados, embasbacados com o curta. Daí foi um pulo para começar a caçar informações sobre a animação.

:: MAS QUAL A HISTÓRIA?
Neste curta, Mickey – sempre acompanhado pelo fiel cãozinho Pluto – se diverte com seu videogame, quando Minnie chega e pergunta pelo aniversário de namoro. Completamente entretido com o game, o camundongo se esquece da tão importante data. Para tentar ganhar uns pontos com a namorada, ele pega um jornal e sugere uma ida a um campo de golfe. Mal ele sabia que Minnie olhou para um outro recorte de jornal, sobre uma viagem ao Havaí. A ratinha nem dá tempo a Mickey pensar em retrucar, e sai em disparada dizendo que vai se preparar para a grande viagem. Mickey, obviamente fica perdidinho da silva – afinal, onde ele vai arranjar a grana para uma viagem dessas? É aí que ele vê um anúncio no jornal, oferencendo um emprego rápido e fácil na casa de um cientista. O valor do pagamento (vejam só!) é exatamente o valor que Mickey precisa para financiar a viagem com a ratinha dos seus sonhos. E lá vai ele, sem saber que iria dar de cara com um cientista maluco que tem como único interesse os miolos de Mickey…

:: E POR QUÊ RAIOS É TÃO ESPECIAL?
Posso citar vários motivos, mas o primeiro é, sem dúvida alguma, a qualidade da animação: simplesmente belíssima. Soberba. Um trabalho primoroso dos estúdios Disney de Paris. Também pudera: a equipe por trás do curta é de primeira linha. Produzido por Ron Tippe, que tem no currículo a produção de Space Jam, e dirigido por Chris Bailey, que também dirigiu Kim Possible: Arquivos Secretos (já disponível em DVD no Brasil) e a série animada Clerks, sem falar que já trabalhou como supervisor de animação em filmes como Poderoso Joe, Garfield e X-Men 2, e que também foi um dos animadores de A Pequena Sereia e O Rei Leão, o animado tem a belíssima direção de are de Ian Gooding, responsável pelo visual d’O Galinho Chicken Little e trabalhou no desenvolvimento visual de Planeta do Tesouro (onde foi assistente do diretor de arte, Andy Gaskill), Dinossauro, Tarzan e Pocahontas, e uma trilha sonora climática criada por John Debney, compositor da trilha de filmes como Sin City, “O Galinho Chicken Little”, Todo Poderoso, A Nova Onda do Imperador e do futuro filme do Homem de Ferro (e, vejam só, ele também compôs para porcarias como a série live action da Liga da Justiça!).

A dublagem é um show à parte: além de Wayne Allwine, hoje a voz oficial do Mickey, e de sua esposa, Russi Taylor, a voz oficial da Minnie (sim, vejam só, Mickey e Minnie são casados na vida real!), o curta ainda entrega o trabalho magistral de Bill Farmer, o “latido” oficial do Pluto, e Jim Cummings empresta seus grunhidos para Julius, o Frankenstein com a cara do Bafo-de-Onça. Mas a grande participação é mesmo de Kelsey Grammer, o eterno Dr. Crane da série de tv Frasier, que empresta a voz para o demente cientista Dr. Frankenollie.

Mas o fator que o torna tão especial é mesmo sua raridade: lançado nos EUA em 1995 junto com os filmes Um Garoto na Corte do Rei Arthur (“A Knight in King Arthur´s Court”, que tinha no elenco o novo 007 Daniel Craig e uma das queridinhas do Zarko, Kate Winslet), e Pateta, O Filme (“A Goofy Movie”), a animação nunca foi muito bem vista pelos olhos dos executivos da Disney – afinal, apresentava um Mickey completamente maluco e com cara de assassino desmiolado, sem falar na morte de um dos personagens do curta e no humor negro usado no desenho. Mesmo assim, o curta ainda chegou a passar também nas cópias de George, O Rei da Floresta, até sair definitivamente de circulação. Bom, até o lançamento do DVD Walt Disney Treasures – Mickey Mouse in Living Color Vol. 2, lançado em 18 de maio de 2004 nos EUA e que ainda não foi lançado no Brasil.

Mesmo não ganhando a divulgação que merecia, “Runaway Brain” não passou tão despercebido assim, tanto que foi indicado ao Oscar de melhor curta animado – mas acabou perdendo para A Close Shave, dirigido por Nick Park, em 95 (na festa em que Nicolas Cage levou o homem dourado para casa pelo trabalho em Despedida em Las Vegas, Susan Sarandon ganharia o prêmio pelo belíssimo trabalho em Os Últimos Passos de Um Homem e que Mel Gibson se consagraria com o prêmio de melhor diretor e filme para Coração Valente).

:: AS REFERÊNCIAS
Mas o que vai deixar qualquer fã simplesmente babando é o uso de referências, que deixam os mais de 6 minutos do desenho muito mais divertido. O roteiro de Tim Hauser (que já trabalhou em A Bela e a Fera e na série de tv A Casa do Mickey / House of Mouse) é bem dinâmico, aproveitando de clichês para fazer grandes homenagens. Por exemplo, o desenho já começa com duas delas, escancaradas: Mickey jogando uma paródia de Street Fighter / Mortal Kombat, só que com os personagens de “A Branca de Neve e os 7 Anões”. Para ser mais preciso, Mickey está jogando com o Dunga e enfrentando a terrível bruxa! Mais prá frente do desenho, quando Mickey chega à casa do tal cientista, a cena em questão é justamente a cena clássica de O Exorcista, quando o Padre Merrin (interpretado pelo grande Max Von Sydow) chega na casa da pequena e “dominada pelo capeta” Regan (Linda Blair).

O curta também aproveita para tirar um sarro com a própria Disney: em um determinado momento do desenho, é possível ver uma foto em preto e branco na carteira do Mickey. Essa foto é a imagem do primeiro desenho animado sonoro da história, Steamboat Willie, de 1928, no qual o próprio camundongo foi a estrela. Mais para o final do desenho – e é bom não piscar senão você perde – é possível até ver o Zazu, o pássaro conselheiro de Mufasa, do longa O Rei Leão.

Mas o que vai fazer os fãzocas de animação pirar é o nome do cientista. Frankenollie não é uma simples piadinha com o Dr. Frankenstein, mas sim uma referência direta a dois dos maiores animados do estúdio Disney, Frank Thomas e Ollie Johnston. Ambos fizeram parte do seleto grupo conhecido como Nine Old Men, composto pelos mais talentosos artistas da Disney, e pelos quais tio Walt tinha o mais alto respeito e admiração. Na época em que o curta foi produzido, Johnston e Thomas eram os dois únicos membros do grupo que ainda estavam vivos. Quem viu Os Incríveis, da Pixar, deve se lembrar de dois velhinhos conversando rapidamente quase no final do filme: pois é, mais uma referência aos dois. Apenas para constar: Frank Thomas faleceu em 8 de setembro de 2004. Ollie Johnston continua firme e forte, no alto dos seus 94 anos.

:: APENAS COMO CURIOSIDADE…
No Japão, o curta fez tanto sucesso que a Disney nipônica não pensou duas vezes em licenciar os personagens para fazer algumas quinquilharias baseadas em “Runaway Brain”. Chaveiros, estátuas de vinyl, bonequinhos da linha Kubrick, blusas… alguns desses itens até pintaram nos Estados Unidos, mas na terra do Tio Sam, como eu disse, a Disney mal se esforçou para divulgar esse animado de maneira mais apropriada.

:: E, FINALIZANDO…
… se você ainda não clicou no link para o vídeo, que está lá no começo da matéria, depois de ler tudo isso aqui, está perdendo seu tempo. Clique lá. Agora. Ou então espere o lançamento do DVD “Disney Treasures” sair por aqui. Não há mais nada que eu possa dizer, na boa. Uma parte maravilhosa da história Disney não pode ser deixada de lado assim. Agora, milagre mesmo vai ser o dia que eu conseguir uma cópia de The Sweatbox… mas isso é assunto para outra matéria. 🙂

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